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Volta da ordem na França 'vai levar tempo', diz premiê | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin, disse que vai levar tempo para restaurar a ordem nos subúrbios do país habitados principalmente por imigrantes e seus descendentes. "A retomada da ordem vai levar tempo, demanda trabalho profundo e de longo prazo", disse Villepin. "Nós formamos equipes menores, treinadas para prender as pessoas no momento, atuando com uniforme para evitar provocação e mal-entendidos." Ao fazer pronunciamento durante debate sobre os distúrbios na Assembléia Nacional, Villepin disse que o governo está enfrentando "determinados indivíduos e gangues estruturadas", mas que garantiria a ordem pública para todos os cidadãos. Medidas A França já enfrentou 12 noites de distúrbios atribuídos a jovens, principalmente de descendência africana e árabe que se manifestam por causa do desemprego, de suposto racismo e exclusão do resto da sociedade francesa. Villepin anunciou medidas econômicas e sociais destinadas a beneficiar as áreas carentes e de baixa renda da França. O governo da França já tinha autorizado governos regionais a impor toques de recolher sob uma lei de Estado de emergência invocada em decorrência dos distúrbios que atingiram várias partes do país nas últimas 12 noites. O ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, disse que os toques de recolher visam áreas onde têm ocorrido os maiores problemas – em geral, subúrbios com altas concentrações de minorias étnicas. Além disso, ele anunciou que serão mobilizados 1,5 mil agentes extras para reforçar o policiamento das áreas dos distúrbios. A lei que impõe Estado de emergência também permite aos policiais que realizem batidas em locais onde eles acreditam que estejam sendo armazenadas armas. Sarkozy – que na semana passada chamou os participantes dos distúrbios de "escória" – disse que, neste momento, o governo francês vai se comportar com firmeza, cabeça fria e moderação. Poderes emergenciais A cidade de Amiens, no norte da França, é a primeira a colocar em prática os poderes emergenciais aprovados pelo gabinete francês, declarando um toque de recolher para menores de 16 anos desacompanhados e que estará em vigor das 22h às 6h (entre 19h de terça e 3h de quarta-feira em Brasília). As autoridades de duas outras cidades – Orleans, a oeste de Paris, e Savingy, ao sul – também já haviam proposto toques de recolher para menores desacompanhados, independentes da lei aprovada pelo gabinete. Na segunda-feira, a cidade de Le Raincy também já havia anunciado uma medida semelhante. Os poderes emergenciais foram concedidos de acordo com uma lei de 1955, originalmente aprovada para combater a violência na Argélia durante a guerra de independência (1954-1962). Esta é a primeira vez que os poderes emergenciais são aplicados para o próprio território principal da França. |
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