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França quer expulsar presos em distúrbios | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Interior da França, Nicolas Sarkozy, determinou a expulsão de todos os estrangeiros condenados por envolvimento nos distúrbios das últimas duas semanas. Sarkozy disse à Assembléia Nacional que 120 estrangeiros já foram condenados por envolvimento e que determinou a autoridades locais que eles sejam deportados sem demora. Alguns deles são imigrantes ilegais, mas a determinação inclui também os que têm permissão permanente de residência no país. A França viveu mais uma noite de violência na terça-feira, apesar do estado de emergência adotado no país, com toques de recolher imposto em pelo menos duas cidades e dois subúrbios de Paris. Pelo menos 500 carros foram incendiados durante a madrugada e 200 pessoas foram presas na 13ª noite consecutiva de violência, segundo informações da polícia. Mas as autoridades afirmaram que os níveis de violência na terça-feira à noite foram mais baixos do que nos dias anteriores. Eufemismos Sarkozy, que anteriormente chamou de "escória" os envolvidos nos tumultos em Paris, criticou o uso de eufemismos para descrever os distúrbios que vêm ocorrendo há duas semanas no país. "Não gosto de chamar de 'jovens' quando se tratam de vândalos", disse Sarkozy. "E acho que, tendo passado tanto tempo usando o termo 'mau comportamento' para descrever eventos que na verdade são distúrbios, subestimamos o problema até certo ponto." As declarações de Sarkozy foram feitas em encontro com policiais na cidade de Toulouse na terça-feira, e transmitidas pelas rádios e TVs da França nesta quarta-feira. O ministro destacou as tradições e maneirismos da França e elogiou o desempenho da polícia. "Esse país tem regras. Elas começam com o respeito devido a cada pessoa ao não usar o 'tu', não ser sem-cerimônia e usar a força somente quando é necessária para se proteger ou para prender alguém", disse Sarkozy. "E devo dizer que estou orgulhoso de vocês. Pois apesar do perigo e da dificuldade, até agora, não há nada a repreender nas polícias." |
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