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Atualizado às: 15 de novembro, 2005 - 20h47 GMT (18h47 Brasília)
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Câmara francesa aprova extensão de estado de emergência
Choques em Lyon, na França
Lyon também adotou proibição de aglomerações públicas
A Câmara baixa do Parlamento na França aprovou nesta terça-feira o prolongamento do estado de emergência no país por mais três meses, na tentativa de evitar mais choques nas periferias das cidades francesas.

A medida recebeu 346 votos a favor e apenas 148 contra.

O Senado francês deve agora debater a medida nesta quarta-feira, mas a aprovação da extensão é dada como certa, pois o partido do governo, de centro-direita, domina as duas câmaras do parlamento.

A onda de choques e destruição na periferia das cidades do país começou no início do mês.

O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, disse aos deputados que a França está enfrentando uma das "mais complexas crises urbanas", e por isso é necessária "firmeza".

Carros queimados

Cerca de 215 carros foram incendiados na noite de segunda-feira, segundo informações da polícia, 69 a menos do que os queimados na noite anterior e um sinal de os conflitos já estão diminuindo.

O número de carros queimados durante os choques noturnos é tratado como uma espécie de barômetro da crise.

Cerca de 1,4 mil veículos foram queimados nas piores noites do conflito, que começaram no final de outubro em bairros pobres da periferia, com alta concentração de imigrantes árabes e africanos.

Na noite de segunda-feira o número de pessoas presas também caiu, das 112 na noite anterior para 42.

Um policial foi ferido, e três bombas incendiárias foram lançadas contra uma mesquita na cidade de Lyon.

Oposição

A oposição socialista criticou os planos de extensão do estado de emergência, afirmando que poucos governadores locais escolheram impor esta lei.

As leis de emergência, que permitem que autoridades locais imponham toque de recolher, façam buscas em cada residência e proíbam reuniões em público, datam da época da guerra de independência da Argélia, na década de 50.

O presidente Jacques Chirac disse a ministros que os poderes extraordinários são "estritamente temporários e serão aplicados apenas onde são estritamente necessários".

Por sua vez, em um discurso aos deputados no Parlamento francês, o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, disse que a França está passando por uma situação de "seriedade sem precedentes".

"Não podemos aceitar que mais de 200 carros sejam queimados por noite", disse.

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