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Chirac vê 'crise de identidade' em distúrbios na França | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da França, Jacques Chirac, disse nesta segunda-feira que os distúrbios dos últimos 19 dias no país constituem uma “crise de identidade”. Em pronunciamento em rede nacional de TV, ele também disse que a prioridade do governo no momento é restaurar a ordem e aplicar as leis contra a imigração ilegal e o tráfico de pessoas. Chirac garantiu ainda aos jovens que têm demonstrado seu descontentamento participando dos distúrbios dos últimos 19 dias, a maioria pertencentes a minorias étnicas, que iniciativas serão tomadas para melhorar suas situações. Mas afirmou que a Justiça francesa não vai “fraquejar” diante de quem está participando de atos violentos. “Cada um deve saber que não se pode violar a lei com impunidade”, disse o presidente francês. Emergência prorrogada Ainda nesta segunda-feira, o governo da França decidiu pedir a prorrogação da validade dos poderes de emergência adotados depois do início dos distúrbios. O gabinete do primeiro-ministro Dominique de Villepin anunciou que iria pedir nesta terça-feira o prolongamento ao Parlamento francês. Os atuais poderes de emergência têm uma validade de 12 dias, e o governo teria interesse em estendê-los por mais três meses. Caso aprovada, a extensão deve começar a valer a partir da próxima segunda-feira, quando expira o prazo atual. Calma As autoridades francesas afirmaram que a noite de domingo para segunda-feira foi mais calma, com uma redução no número de incidentes. A polícia chegou a estimar que os distúrbios podem estar chegando ao fim. No domingo, a União Européia ofereceu 50 milhões de euros (cerca de US$ 58,6 milhões) para ajudar na recuperação dos estragos causados pelos distúrbios. O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, disse que até 1 bilhão de euros (cerca de US$ 1,17 bilhão) poderiam ser disponibilizados no futuro para a criação de empregos e ações para promover a coesão social na França. A maior parte dos problemas vêm envolvendo jovens de descendência árabe e africana. Seguradoras estimam que os prejuízos causados pelos 19 dias de distúrbios no país podem chegar a 200 milhões de euros (cerca de US$ 234 milhões). |
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