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França proíbe aglomerações públicas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia francesa proibiu aglomerações públicas neste fim de semana em Paris, em meio a temores de que manifestantes estejam planejando uma nova onda de violência na cidade. A medida faz parte de um pacote de leis de emergência aprovadas para conter os distúrbios que vêm ocorrendo na periferia de Paris e outras áreas pobres do país nas últimas duas semanas. Segundo a polícia, a decisão de impor a proibição foi tomada em resposta a uma série de mensagens de celular e emails interceptados que incitavam jovens de bairros pobres a realizarem protestos em Paris. A proibição – entra em vigor às 10h de sábado no horário local (7h de Brasília) e termina às 8h de domingo (5h em Brasília) – se aplica a "todas as concentrações que possam iniciar ou alimentar a desordem". As autoridades francesas dizem que as medidas aprovadas na quarta-feira estão surtindo efeito e que a revolta está arrefecendo, mas, segundo a agência de notícias France Presse, nesta sexta-feira os incidentes violentos continuavam, com 15 carros queimados em Lyon e agressões à polícia em Clermont-Ferrand. Ainda de acordo com a France Presse, coquetéis Molotov foram atirados em uma mesquita no sul da França durante as orações de sexta-feira. O ataque foi imediatamente condenado pelo ministro do Interior Nicolas Sarkozy e pelo presidente Jacques Chirac, diz a agência. A polícia francesa mobilizou cerca de 12 mil agentes em todo o país para garantir a segurança no fim de semana. Ainda nesta sexta-feira, um grupo de pessoas, incluindo de comunidades fora de Paris, se concentrou perto da Torre Eifell para pedir o fim do vandalismo e da violência. Estado de emergência O governo declarou estado de emergência em Paris e mais de 30 áreas para tentar conter a revolta. Em algumas áreas, vigoram toques de recolher para impedir os distúrbios que ocorrem durante a noite. A violência foi detonada pelas mortes de dois adolescentes no subúrbio de Clichy-sous-Bois. Eles morreram eletrocutados numa estação de energia; muitos moradores acreditam que eles estavam sendo perseguidos pela polícia. A população da periferia de Paris é composta majoritariamente por descendentes de imigrantes vindos de ex-colônias francesas, como eram os dois jovens mortos. Especialmente afetados pelo alto desemorego no país, eles se queixam de discriminação e racismo. Na quinta-feira, o presidente Jacques Chirac reconheceu que a França tinha "problemas inegáveis" em áreas pobres da cidade e que precisava dar uma resposta efetiva a esses problemas. "Quaisquer que sejam as nossas origens, nós todos somos filhos da República e podemos esperar os mesmos direitos", afirmou Chirac. O presidente francês também defendeu a legislação de emergência, dizendo que a prioridade no momento era restaurar a ordem. |
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