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Chávez diz que quer 'enterrar' área de livre comércio | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que seu principal objetivo durante a cúpula das Américas será enterrar, de uma vez por todas, a proposta do presidente americano, George W. Bush, de criar uma área de livre comércio para as Américas. Bush, por sua vez, espera conseguir o compromisso dos líderes regionais para reabrir as negociações, durante o encontro em Mar del Plata, na costa argentina. Em um protesto contra Bush realizado na cidade, Chávez disse à multidão que Washington quer simplesmente impor sua visão imperialista para o continente, em vez de melhorar a vida dos pobres. O jogador de futebol argentino, Diego Maradona, e o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcon, também participaram das manifestações. Aos gritos de "fora Bush!", os manifestantes tomaram as ruas de Mar del Plata logo no início desta sexta-feira. Rivalidade Bush chegou ao balneário na quinta-feira, e nesta sexta pela manhã se reuniu com líderes de países centro-americanos, com quem discutiu livre comércio. O presidente americano e 33 outros líderes regionais – incluindo o presidente Luiz Inácio lula da Silva – estão no balneário argentino para discutir livre comércio e pobreza. Em seu discurso na cúpula, Bush deve argumentar que a maneira de garantir a prosperidade do continente é encorajar o livre comércio e o setor privado, e aprofundando a democracia, disse o correspondente da BBC em Mar del Plata Jamie Coomarasamy.
Para muitos manifestantes, porém, as políticas de livre comércio americanas levaram milhões à pobreza e podem piorar a situação econômica da região. Cerca de 96 milhões de pessoas na região vivem com menos de US$ 1 por dia, segundo dados da ONU. O governo da Venezuela já anunciou que vai rejeitar qualquer declaração conjunta que contenha referências ao livre comércio nas Américas. Mas correspondentes da BBC dizem que Washington ainda tem muitos aliados entre os países latino-americanos, que estão cientes de que os Estados Unidos continuam sendo seu principal parceiro comercial. Em uma entrevista, nesta sexta-feira, o presidente mexicano, Vicente Fox, disse que os países que se opuserem à criação da Alca podem acabar ficando para trás. Mais de 8 mil policiais foram destacados para a segurança da cúpula. "Nós esperamos que os protestos ocorram de forma pacífica, mas se não, estamos preparados para usar a força", disse o comissário de polícia Daniel Rodriguez. |
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