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Maradona e Chávez lideram protesto contra Bush | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jogador argentino Diego Maradona e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, lideram nesta sexta-feira um grande protesto em Mar del Plata, na Argentina, onde está ocorrendo a IV Cúpula das Américas. O evento ocorre em um estádio de futebol da região e reúne milhares de pessoas. Os manifestantes, aos gritos de "Fora Bush", tomaram as ruas de Mar del Plata logo no início desta sexta-feira. A multidão marchou pelas ruas até chegar ao estádio. As lojas no caminho foram fechadas e protegidas com tábuas, mas o protesto nas ruas foi pacífico. No início do protesto, a multidão cercou o trem que levou manifestantes de Buenos Aires ao local. Diego Maradona e o candidato da esquerda à Presidência da Bolívia, o cocalero Evo Morales, chegaram nesse trem. Rivalidade Bush chegou a Mar del Plata na quinta-feira, e nesta sexta pela manhã se reuniu com líderes de países centro-americanos, com quem discutiu livre comércio. O presidente americano e 33 outros líderes regionais – incluindo o presidente Luiz Inácio lula da Silva – estão no balneário argentino para discutir livre comércio e pobreza. Em seu discurso na cúpula, Bush deve argumentar que a maneira de garantir a prosperidade do continente é encorajar o livre comércio e o setor privado, e aprofundando a democracia, disse o correspondente da BBC em Mar del Plata Jamie Coomarasamy.
Para muitos manifestantes, porém, as políticas de livre comércio americanas levaram milhões à pobreza e podem piorar a situação econômica da região. Cerca de 96 milhões de pessoas na região vivem com menos de US$ 1 por dia, segundo dados da ONU. O governo da Venezuela já anunciou que vai rejeitar qualquer declaração conjunta que contenha referências ao livre comércio nas Américas. Mas correspondentes da BBC dizem que Washington ainda tem muitos aliados entre os países latino-americanos, que estão cientes de que os Estados Unidos continuam sendo seu principal parceiro comercial. Mais de 8 mil policiais foram destacados para a segurança da cúpula. "Nós esperamos que os protestos ocorram de forma pacífica, mas se não, estamos preparados para usar a força", disse o comissário de polícia Daniel Rodriguez. |
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