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Atualizado às: 04 de novembro, 2005 - 01h38 GMT (23h38 Brasília)
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Ex-assessor de Cheney se diz inocente
Lewis Libby
Lewis Libby é acusado de perjúrio e obstrução da Justiça
O ex-assessor da Casa Branca Lewis Libby declarou-se inocente das acusações relacionadas ao seu suposto envolvimento no vazamento para a imprensa da identidade de uma agente da CIA (Agência de Inteligência Americana).

Lewis Libby renunciou ao cargo de chefe de gabinete do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, na semana passada, depois de ter sido indiciado pelas acusações de perjúrio, obstrução da Justiça e por dar declarações falsas.

As acusações se referem ao seu suposto envolvimento na divulgação do nome da agente secreta Valerie Plame, o que é um crime federal nos Estados Unidos.

"Com todo o respeito, sua majestade, eu me declaro inocente", disse Libby, em uma audiência de dez minutos presidida pelo juiz Reggie Walton em um tribunal de Washington.

O juiz marcou a próxima audiência para 3 de fevereiro, mas não determinou uma data para o julgamento.

Libby deixou o tribunal andando com a ajuda de muletas, por causa de um pé quebrado, e acompanhado do seu advogado, Ted Wells.

"Ao declarar-se não culpado, ele (Libby) decladou ao mundo que é inocente", disse Wells, num breve pronuciamento ao deixar o tribunal. Libby não se manifestou.

Wells, tido como um dos melhores advogados criminalistas dos Estados Unidos, disse que Libby vai enfrentar as acusações e "limpar o seu bom nome" na Justiça e não na mídia.

Desgaste para a Casa Branca

Se condenado, Libby poderá receber uma sentença de 30 anos de prisão. Nesse caso, no entanto, espera-se que o presidente George W. Bush lhe conceda o perdão presidencial antes de deixar o governo.

Além de Libby, Karl Rove, considerado o mais importante conselheiro do presidente George W. Bush, também está sendo investigado pelo envolvimento no vazamento do nome da agente, mas não foi indiciado.

Se o caso realmente for a julgamento, a Casa Branca deverá enfrentar mais desgaste político, diz o correspondente da BBC em Washington Oliver Conway.

O vice-presidente Dick Cheney e outros nomes de alto escalão poderão ser convocados a depor.

A identidade da agente Valerie Plame foi revelada à imprensa em 2003 depois que seu marido, o diplomata Joseph Wilson, acusou a administração Bush de manipular informações secretas para conseguir apoio para a guerra no Iraque.

Wilson afirma que a revelação do nome de sua mulher foi feita para abalar sua credibilidade. Outros levantaram a possibilidade de que o vazamento ocorreu em resposta a críticas do diplomata dirigidas ao governo.

Libby e Rove comentaram o vazamento da identidade da agente com jornalistas, em 2003, e os dois negaram ter revelado o nome de Valerie Plame.

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