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Atualizado às: 02 de novembro, 2005 - 02h56 GMT (00h56 Brasília)
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Rumsfeld nega pedido da ONU para entrevistar detentos
Guantánamo
Americanos mantêm mais de 500 presos em Guantánamo
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, indicou nesta terça-feira que não vai atender a um pedido da ONU para que uma equipe de especialistas da organização possa entrevistar os prisioneiros de Guantánamo, em uma eventual visita à prisão americana em Cuba.

"O Comitê Internacional da Cruz Vermelha tem feito isso por muitos anos e tem tido acesso total e completo desde que Guantánamo foi aberto. Portanto, nós não estamos inclinados a aumentar o número de pessoas que recebem esse extensivo acesso", afirmou Rumsfeld.

Rumsfeld fez a declaração um dia depois de três especialistas em direitos humanos da ONU dizerem que só aceitariam um convite para visitar a prisão americana se pudessem falar com os detentos em particular.

Antes da resposta de Rumsfeld, a equipe da ONU – que inclui o relator especial para a tortura, Manfred Novak – havia indicado que concordaria com algumas limitações, mas não com a proibição de entrevistas privadas.

"Isso não apenas infringe os termos de referência para missões de investigação, como mina o objetivo de uma avaliação objetiva e justa", diz um comunicado dos três enviados da ONU divulgado na segunda-feira.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha foi a única organização que teve acesso direto aos cerca de 500 prisioneiros mantidos em Guantánamo até hoje.

Organizações humanitárias criticam as condições em que prisioneiros estão sendo mantidos – dos mais de 500 presos, apenas quatro deles foram formalmente acusados.

Um número incerto de prisioneiros está em greve de fome em protesto contra a situação.

A ONU pediu permissão para visitar Guantánamo assim que a prisão foi aberta em janeiro de 2002, meses depois da invasão americana do Afeganistão que derrubou o Talebã e acabou com a prisão de milhares de suspeitos de "terrorismo".

O governo americano convidou a entidade a conhecer as instalações na semana passada, quase quatro anos depois.

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