|
Rumsfeld nega pedido da ONU para entrevistar detentos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, indicou nesta terça-feira que não vai atender a um pedido da ONU para que uma equipe de especialistas da organização possa entrevistar os prisioneiros de Guantánamo, em uma eventual visita à prisão americana em Cuba. "O Comitê Internacional da Cruz Vermelha tem feito isso por muitos anos e tem tido acesso total e completo desde que Guantánamo foi aberto. Portanto, nós não estamos inclinados a aumentar o número de pessoas que recebem esse extensivo acesso", afirmou Rumsfeld. Rumsfeld fez a declaração um dia depois de três especialistas em direitos humanos da ONU dizerem que só aceitariam um convite para visitar a prisão americana se pudessem falar com os detentos em particular. Antes da resposta de Rumsfeld, a equipe da ONU – que inclui o relator especial para a tortura, Manfred Novak – havia indicado que concordaria com algumas limitações, mas não com a proibição de entrevistas privadas. "Isso não apenas infringe os termos de referência para missões de investigação, como mina o objetivo de uma avaliação objetiva e justa", diz um comunicado dos três enviados da ONU divulgado na segunda-feira. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha foi a única organização que teve acesso direto aos cerca de 500 prisioneiros mantidos em Guantánamo até hoje. Organizações humanitárias criticam as condições em que prisioneiros estão sendo mantidos – dos mais de 500 presos, apenas quatro deles foram formalmente acusados. Um número incerto de prisioneiros está em greve de fome em protesto contra a situação. A ONU pediu permissão para visitar Guantánamo assim que a prisão foi aberta em janeiro de 2002, meses depois da invasão americana do Afeganistão que derrubou o Talebã e acabou com a prisão de milhares de suspeitos de "terrorismo". O governo americano convidou a entidade a conhecer as instalações na semana passada, quase quatro anos depois. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS ONU exige entrevistas com presos de Guantánamo01 de novembro, 2005 | Notícias Prisioneiros de Guantánamo fazem greve de fome22 de julho, 2005 | Notícias Convenção de Genebra não se aplica à Al-Qaeda, diz corte dos EUA 15 de julho, 2005 | Notícias Presos de Guantánamo 'tiveram tratamento degradante'14 de julho, 2005 | Notícias EUA impedem vistoria de prisões, dizem fiscais da ONU 23 de junho, 2005 | Notícias Senador americano pede fechamento de Guantánamo06 de junho, 2005 | Notícias Bush chama de 'absurdas' críticas da Anistia a Guantánamo01 de junho, 2005 | Notícias Australiano diz ter sido torturado em Guantánamo14 de fevereiro, 2005 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||