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Australiano diz ter sido torturado em Guantánamo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um cidadão australiano liberado no mês passado da prisão americana da Baía de Guantánamo, em Cuba, disse ter sido torturado e abusado sexualmente durante os anos em que esteve detido. Na primeira entrevista concedida desde seu retorno, Mamdouh Habib, negou energicamente qualquer envolvimento com terrorismo. Ele disse ter sido espancado, sofrido sessões de choques elétricos, abusado sexualmente e ainda que sangue menstrual foi jogado em seu rosto durante sessões de interrogatório. O ex-taxista da cidade de Sydney foi liberado quando o governo americano disse não ter evidências suficientes para incriminá-lo, após três anos e meio em que ficou isolado sem acusações formais. Surpresa Habib, de 48 anos de idade, disse que os abusos e a tortura eram constantes. Em certa ocasião, ele teria sido espancado por mais de doze homens, que lhe tiraram as roupas, o abusaram sexualmente e o fizeram vestir fraudas. Ele disse ter passado longos períodos na solitária e, em certa ocasião, teve o sangue menstrual de uma prostituta espalhado por seu rosto. Habib disse ter assinado confissões para evitar outras sessões de tortura. O governo americano alegava que ele seria um integrante treinado da rede Al-Qaeda e teria conhecimento prévio dos ataques à Nova York e Washington de 11 de Setembro de 2001. Habib foi detido em outubro daquele ano, no Paquistão. A decisão americana de liberar Habib pegou o governo australiano de surpresa. A Austrália ainda o monitora com suspeitas, tendo confiscado seu passaporte. Altos integrantes do governo australiano levantaram dúvidas sobre sua história, dizendo não existirem provas de que tortura foi usada na prisão da Baía de Guantánamo. |
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