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Indicado de Bush a secretário de Justiça nega apoiar abusos de presos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O candidato do presidente americano, George W. Bush, ao cargo de secretário de Justiça, Alberto Gonzáles, negou ter aberto caminho abusos contra prisioneiros sob custódia dos Estados Unidos. Indicado por Bush em novembro de 2004, Gonzáles foi sabatinado pelo Senado nesta quinta-feira. Durante a sabatina, o juiz de origem mexicana negou considerar as Convenções de Genebra – regras internacionais que garantem direitos a prisioneiros de guerra – "inadequadas" ou "obsoletas". Gonzáles se referia a um polêmico parecer que escreveu em janeiro de 2002 quando era assessor legal do presidente Bush. No parecer, ele teria dito que a chamada guerra contra o terrorismo "torna obsoletos os rígidos limites de Genebra em interrogatórios de prisioneiros inimigos e inadequadas algumas de suas provisões". Os limites e provisões citados pelo então assessor legal fazem parte das Convenções de Genebra. Abusos de prisioneiros O parecer foi um dos principais temas das perguntas dos senadores democratas, que dizem que a opinião legal de Gonzáles teria estimulado abusos de prisioneiros, como os cometidos na prisão iraquiana de Abu Ghraib. O candidato do presidente Bush também teve de responder a perguntas sobre a sua definição de tortura, considerada "estreita" pelos seus críticos. Gonzáles, no entanto, rebateu as críticas, alegando que o que aconteceu em Abu Ghraib foi fruto de "pessoas moralmente falidas se divertindo". O juiz do Estado do Texas disse "condenar completamente" os abusos. "Eu estou profundamente comprometido a assegurar que o governo americano cumpra todas as suas obrigações legais ... (incluindo), é claro, as Convenções de Genebra quando quer que elas se apliquem." Gonzáles disse, no entanto, que desde os atentados de 11 de setembro de 2001 os advogados do governo americano tiveram que tomar "decisões fundamentais" sobre como aplicar tratados e a legislação americana a um inimigo "não convencional". O juiz disse ainda que "a mais alta prioridade do Departamento de Justiça é prevenir ataques terroristas contra a nossa nação". Mesmo os críticos de Gonzáles admitem que dificilmente vão tentar impedir a sua nomeação para o mais alto posto existente na Justiça americana, atualmente ocupado por John Ashcroft. Se for confirmado no cargo, Gonzáles – que segundo o jornal The Washington Post, é amigo e confidente do presidente Bush – será o primeiro secretário de Justiça de origem hispânica nos Estados Unidos. |
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