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Pentágono vai investigar abusos em Guantánamo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, anunciou que vai abrir uma nova investigação sobre as denúncias de abusos contra prisioneiros mantidos na base naval americana de Guantánamo, em Cuba. O anúncio se segue à divulgação de documentos que mostram que agentes do FBI (polícia federal americana) haviam manifestado preocupação com as técnicas de interrogação usadas na prisão americana. Um dos agentes disse ter visto prisioneiros com as mãos e os pés algemados em posição fetal por períodos de até 24 horas, em que eram obrigados a defecar em cima de si mesmos. De acordo com as alegações, os casos de tortura e outros tipos de mau tratamento datariam de 2002, ano em que a base começou a ser usada para abrigar prisioneiros vindos principalmente do Afeganistão que os Estados Unidos consideram suspeitos de "terrorismo". 500 presos A base naval de Guantánamo tem atualmente 500 prisioneiros de 40 países, sob custódia americana. O Pentágono insiste que os prisioneiros eram bem tratados, mas se compromete a investigar as alegações de abusos. Já foram lançadas oito investigações sobre abusos de prisioneiros sob custódia americana no Iraque, no Afeganistão e em Guantánamo, mas nenhuma delas satisfez os críticos das supostas práticas, segundo o correspondente da BBC em Washington Nick Childs. O anúncio desta quarta-feira foi feito pelo General-brigadeiro Bantz Craddock, diretor do comando militar Sul, que tem responsabilidade sobre Guantánamo. |
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