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Presos de Guantánamo 'tiveram tratamento degradante' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Investigadores militares dos Estados Unidos disseram nesta quarta-feira ter descoberto três casos de abuso e tratamento "degradante" em inquérito sobre queixas de prisioneiros no campo de detenção da Baía de Guantánamo, em Cuba. O general encarregado do inquérito, Randall Schmidt, disse que um prisioneiro considerado chave no campo - um cidadão saudita suspeito de envolvimento nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos - foi forçado a imitar um cachorro e a vestir roupa íntima de mulher. "Ele foi forçado a vestir um sutiã e a colocar uma calcinha sobre a cabeça durante o interrogatório. Dois agentes realizando o interrrogatório disseram-lhe que ele era um homossexual ou tinha tendências homossexuais conhecidas dos outros detidos", disse Schmidt. Segundo Schmidt, o suspeito foi obrigado a dançar com um dos interrogadores. Mas apesar de haver sofrido tratamento degradante, o prisioneiro não foi torturado, afirmou o general americano. A investigação concluiu que os funcionários do campo seguiram, de maneira geral, as normas militares. Os investigadores recomendaram em vão a repreensão do comandante do campo de prisioneiros na época, o general Geoffrey Miller. O inquérito foi aberto depois que o FBI, a polícia federal americana, manifestou preocupação com o tratamento dos prisioneiros no campo. Há cerca de 500 detentos em Guantánamo - a maioria presos no Iraque e no Afeganistão, como parte da chamada campanha contra o terror conduzida pelos Estados Unidos. |
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