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Alcorão foi chutado em Guantánamo, diz Pentágono | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Guardas americanos do centro de detenção dos Estados Unidos na baía de Guantánamo, em Cuba, desrespeitaram o Alcorão, chutando um exemplar e molhando outros com água e urina, revelou o Pentágono nesta sexta-feira. O Pentágono divulgou detalhes de cinco incidentes em que o Alcorão foi profanado por americanos que trabalham no acampamento. Alguns casos teriam sido deliberados e outros, acidentais. Em uma ocasião, por exemplo, um guarda urinou perto de um ponto de ventilação e o vento, supostamente, fez com que a urina molhasse um prisioneiro e o seu exemplar do Alcorão. De acordo com relatório do Pentágono, o guarda foi punido e o detento recebeu um novo uniforme e um novo livro. Outros exemplares do Alcorão ficaram molhados depois que guardas do turno da noite jogaram sacos cheios de água em celas, segundo o documento. Em um terceiro caso, um militar que conduzia interrogatórios pediu desculpas a um detido depois de ter pisado em sua cópia do Alcorão. Em um outro incidente, um soldado chutou deliberadamente o livro sagrado dos muçulmanos. Palavras obscenas também foram escritas em inglês dentro da capa do livro por soldados. O desrespeito ao livro dos muçulmanos violou normas militares. Protestos O Pentágono realizou uma investigação depois que a revista Newsweek publicou um artigo dizendo que uma cópia do livro foi jogada em um vaso sanitário. A reportagem da Newsweek provocou protestos em diversas partes do mundo árabe. No Afeganistão, distúrbios resultaram na morte de pelo menos 15 pessoas. Depois a revista se retratou alegando que não podia confirmar a informação. O detento de Guantánamo que fez a alegação original de que o Alcorão fora jogado numa privada também se retratou, disse o comandante da prisão, general Jay Hood. A Casa Branca disse que a reportagem causou "danos duradouros" à imagem dos Estados Unidos no mundo árabe. Há cerca de 500 prisioneiros em Guantánamo - a maioria suspeitos de envolvimento em "terrorismo". |
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