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Atualizado às: 28 de outubro, 2005 - 03h26 GMT (00h26 Brasília)
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Brasil envia mensagem de apoio a Israel
Sharon fez a declaração após encontro com o ministro do Exterior da Rússia, Sergei Lavrov, em Jerusalém
Sharon defendeu que o Irã seja expulso da ONU
O governo brasileiro respondeu com uma mensagem de apoio a um comunicado de Israel sobre as declarações do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, de que o Estado judeu deveria ser "eliminado do mapa".

Segundo uma nota divulgada pelo Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, recebeu do chanceler israelense, Silvan Shalom, uma mensagem sobre a manifestação de Ahmadinejad, já criticada por vários países, incluindo os Estados Unidos.

"Em resposta (à mensagem israelense), o ministro Celso Amorim reiterou ao chanceler Shalom a posição brasileira de que, ao mesmo tempo em que reconhece o direito palestino a um Estado soberano, defende ter o Estado de Israel o direito de viver em paz e segurança dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas", afirma a nota do Itamaraty.

"Na mesma nota, o ministro Amorim expressou ao chanceler de Israel que o Brasil, fiel ao princípio da solução pacífica de controvérsias, condena de maneira veemente quaisquer declarações destinadas a incitar à violência e ao desrespeito do direito internacional."

Pedido de expulsão

Ainda nesta quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU) expulse o Irã de seus quadros.

"Um país que defende a destruição de outro povo não pode ser membro da ONU", disse Sharon.

A declaração de Ahmadinejad foi feita durante um evento chamado "O Mundo sem Sionismo", do qual participavam cerca de 3 mil estudantes.

Rússia

Sharon fez a declaração após encontro com o ministro do Exterior da Rússia, Sergei Lavrov, em Jerusalém.

O premiê israelense também disse que, se os iranianos obtiverem armas nucleares, vão constituir uma ameaça não só a Israel e ao Oriente Médio, "mas à Europa também".

Lavrov, cujo país tem fornecido ao Irã tecnologia nuclear para uso civil, havia dito, antes de encontrar Sharon, que as declarações de Ahmadinejad eram "inaceitáveis".

"Quem insiste em levar o dossiê nuclear iraniano para o Conselho de Segurança da ONU recebeu um argumento extra para fazê-lo", disse Lavrov.

Após a Ahmadinejad ter feito a declaração, o Ministério do Exterior iraniano divulgou uma nota acusando o Ocidente de fechar os olhos para os "crimes" israelenses.

A nota não menciona o discurso do presidente iraniano, mas afirma que as embaixadas do país no Ocidente devem protestar oficialmente contra as atitudes da Europa com relação aos "crimes sionistas".

O Irã, segundo o comunicado, atribui a complexa situação enfrentada no Oriente Médio ao contínuo apoio recebido por Israel.

A correspondente da BBC em Teerã Frances Harrison afirma que não há um sentimento de que o governo iraniano pretende recuar das declarações de Ahmadinejad.

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