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AIEA aprova resolução que pode levar o Irã à ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou neste sábado em Viena uma resolução que pode levar o Irã a ser denunciado ao Conselho de Segurança da ONU por causa de seu programa nuclear. A resolução, que foi submetida por Grã-Bretanha, França e Alemanha, recebeu 22 votos a favor, e apenas a Venezuela votou contra. Outros 12 países se abstiveram, entre eles a China e a Rússia, que vinham se opondo aos planos dos Estados Unidos e da União Européia de levar o Irã ao Conselho de Segurança. O Irã é acusado pelos Estados Unidos de desenvolver ilegalmente armas nucleares. O governo do país refuta as acusações, dizendo que suas atividades nucleares são pacíficas e visam somente a produção de energia para fins civis. O Conselho de Segurança da ONU teria o poder de impor sanções ao país. O Irã ciriticou a decisão da AIEA. Segundo o Ministro das Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki, a resolução da agência é "ilegal e inaceitável". Segundo ele, o Irã anunciará sua resposta à resolução em alguns dias, mas não abandonará seu direito de desenvolver tecnologia nuclear. Pressão Bethany Bell, correspondente da BBC em Viena, diz que a aprovação deve fazer com que a pressão diplomática sobre o Irã se intensifique. A resolução não especifica, no entanto, uma data para que a denúncia contra o Irã seja feita. Na quinta-feira, a União Européia desistiu de pedir à agência de controle nuclear da ONU que denunciasse imediatamente o Irã ao Conselho de Segurança da entidade. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha disse que, ao adiar a denúncia ao Conselho de Segurança, os europeus esperam manter o consenso internacional e dar mais uma chance para que as negociações diplomáticas consigam avanços. |
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