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EUA e UE recebem com frieza discurso de líder do Irã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Países-membros da União Européia (UE) e os Estados Unidos receberam com frieza um discurso, no sábado, em que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu o programa nuclear de seu país. O ministro do Exterior da Grã-Bretanha, Jack Straw, qualificou o pronunciamento de Ahmadinejad à Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) como um desapontamento. A França disse que remeter o Irã para o Conselho de Segurança da organização para a possível imposição de sanções é uma opção que ainda está sendo considerada. Anteriormente, discursando na mesma tribuna na ONU, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, acusou o Irã de ser uma ameaça aos esforços globais para impedir a proliferação de armas nucleares. Rice pediu ao Conselho de Segurança que atue de forma contundente com relação ao programa nuclear iraniano. O presidente iraniano, por sua vez, acusou o Ocidente de adotar dois pesos, duas medidas. Segundo Ahmadinejad, os que fabricaram armas nucleares estão tentando negar aos demais países o uso pacífico de energia nuclear. "Parcerias" Mahmoud Ahmadinejad declarou em seu discurso que seu país está disposto a estabelecer parcerias com companhias de outros países para o processamento de urânio. Ele defendeu também o que chamou de "direito inalienável" aos benefícios da ciência e da tecnologia, por meio da produção de combustível nuclear. "A República Islâmica do Irã está disposta a estabelecer parceria séria com os setores públicos e privados de outros países na implementação do programa de enriquecimento de urânio", afirmou o presidente. Em críticas indiretas aos Estados Unidos, o líder da República Islâmica afirmou que alguns países tentam impor um regime de apartheid, segundo o qual apenas alguns países teriam direito à tecnologia para a energia nuclear. Washington pressiona a comunidade internacional para adotar medidas contra o programa nuclear iraniano. Teerã diz que os objetivos de suas instalações são pacíficos, mas o governo americano acredita que o Irã tenta se tornar uma potência nuclear. Ahmadinejad propôs ainda que seja criado um comitê para formular um mecanismo para um completo desarmamento nuclear. Ele disse que vários compromissos assumidos em tratados de não-proliferação vêm sendo ignorados e que a Assembléia-Geral deveria se empenhar para assegurar a implementação. |
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