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Líderes condenam declaração de líder do Irã sobre Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Grã-Bretanha, França, Espanha e Canadá estão entre os países que condenaram as declarações do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que afirmou que Israel deveria ser "eliminado do mapa". Uma autoridade do Ministério do Exterior britânico afirmou que tais comentários eram "perturbadores e repugnantes". Por sua vez, o ministro do Exterior francês, Philippe Douste-Blazy, disse que "se estes comentários são verdadeiros, eles são inaceitáveis e condeno-os com firmeza". Uma opinião parecida foi expressada pelo presidente da Comissão Européia (o braço executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, que condenou a afirmação e disse que ela é completamente inaceitável. Programa nuclear Os Estados Unidos afirmaram que o comentário reforça os temores a respeito do programa nuclear do Irã. O governo americano suspeita que este programa está sendo usado para desenvolver armas, mas o Irã afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos. Além dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha estão pressionando o Irã para dar mais acesso de analistas e fiscais ocidentais às suas instalações nucleares. O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que a opinião de Ahmadinejad "apenas confirma o que temos dito a respeito do regime no Irã. E destaca nossas preocupações a respeito de seu programa nuclear". O vice-primeiro ministro israelense, Shimon Peres, enviou uma carta aberta ao primeiro-ministro Ariel Sharon, afirmando que a declaração do presidente iraniano "é uma violação da carta de direitos da ONU (Organização das Nações Unidas) e é equivalente a um crime contra a humanidade". "Temos que submeter um requerimento ao secretário-geral da ONU e ao Conselho de Segurança para obter a expulsão do Irã da organização", afirmou Peres na carta. O ministro do Exterior de Israel, Silvan Shalom, afirmou que seu país considera o Irã um "perigo real e imediato" e que está claro que o Irã está tentando desenvolver um programa para fabricar armas nucleares. Conferência A agência estatal de notícias do Irã, Irna, relatou que os comentários do presidente Mahmoud Ahmadinejad foram feitos durante um evento chamado "O Mundo sem Sionismo", do qual cerca de 3 mil estudantes participavam. Ahmadinejad afirmou que o estabelecimento do estado de Israel foi "uma medida tomada pelo opressor internacional (o ocidente) contra o mundo islâmico". "Como o Imã disse, Israel deve ser eliminado do mapa", disse o presidente iraniano se referindo às palavras do líder da revolução islâmica no Irã, o aiatolá Khomeini. Segundo correspondentes esta foi a primeira vez em anos em que uma autoridade ocupando um posto de maior poder no Irã pede a erradicação de Israel, apesar de tais afirmações serem usadas em manifestações pró-regime. Ahmadinejad afirmou que líderes de nações muçulmanas que reconhecem o estado de Israel vão "enfrentar a fúria de seu próprio povo". "Qualquer um que assina um acordo que reconhece a entidade (do governo) de Israel, significa que assinou a rendição do mundo muçulmano", acrescentou. Ahmadinejad chegou ao poder no início de 2005, substituindo Mohammad Khatami, um reformista que tentou melhorar as relações do Irã com o ocidente. |
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