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Rússia diz que vai vetar sanções contra Síria na ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Rússia anunciou que pretende vetar qualquer tentativa de impor sanções contra a Síria no Conselho de Segurança da ONU. Na terça-feira, os Estados Unidos e a França divulgaram um projeto de resolução que ameaça a Síria com sanções econômicas. Moscou, um tradicional aliado do governo sírio, é um dos cinco membros permanentes do Conselho e, por isso, tem direito a veto. "A Rússia fará todo o possível para evitar tentativas de impor sanções contra a Síria", disse o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov. A ameaça de sanções invoca o artigo 41 da Carta das Nações Unidas, que pode incluir "interrupção completa ou parcial de relações econômicas" e "rompimento de relações diplomáticas". A punição seria aplicada caso o país não coopere com a investigação das ONU sobre o assassinato de Rafik Hariri, ex-primeiro-ministro do Líbano. Pressão Apoiado pela Grã-Bretanha, o texto põe pressão sobre a Síria, um dos principais alvos da administração Bush, que acusa o país de não impedir combatentes estrangeiros de cruzar a fronteira com o Iraque. De acordo com a proposta, a Síria deveria deter quaisquer de seus cidadãos considerados suspeitos pelos investigadores da ONU no assassinato de Hariri, que se opunha ao domínio sírio no Líbano. Invocando diferentes artigos da Carta das Nações Unidas, a proposta de resolução determina, ainda, o congelamento de fundos financeiros no exterior de suspeitos de envolvimento no crime, que também deveriam ser proibidos de viajar para fora da Síria. O promotor alemão Detlev Mehlis, que chefia a investigação na ONU, disse que o assassinato de Hariri em 14 de fevereiro foi "organizado pelas autoridades sírias e libanesas". Mehlis tem reiterado que a Síria não tinha cooperado, assinalando que não conseguiu conversar com o presidente Bashar al-Assad e várias autoridades entrevistadas deram falso testemunho. Segundo a correspondente da BBC na ONU, Susannah Price, o texto não explica as sanções em detalhes, e tal ameaça poderia facilmente a oposição da China, além da Rússia. O embaixador da Síria na ONU, Fayssal Mekdad, denunciou o relatório de Mehlis como "muito claramente influenciado pelo clima político" no Líbano depois do assassinato de Hariri. Mekdad também disse que o relatório continha uma "estranha hipótese" de que a profunda influência da Síria no Líbano significaria que ela estaria envolvida no crime. Por fim, o embaixador sírio afirma que a acusação de que Damasco, capital da Síria, não tinha cooperado com a investigação era "uma grande injustiça". |
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