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Suspeito de complô contra Hariri foi preso, diz Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades do Líbano anunciaram a prisão da primeira pessoa citada na investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre um suposto complô para o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafiq Hariri. O homem detido, Mahmoud Abdel-Al, vem sendo descrito pelas autoridades como um integrante de um grupo libanês radical ligado à Síria. O relatório da ONU afirma que ele teria ligado para o presidente do Líbano, Emile Lahoud, um aliado da Síria, minutos antes da morte de Hariri na enorme explosão de um carro-bomba. Ainda segundo o dossiê das Nações Unidas divulgado na sexta-feira, Abdel-Al teria telefonado também para um general libanês aliado da Síria pouco depois da explosão. O militar é uma das quatro pessoas que já estavam sob custódia das autoridades libanesas antes da publicação do dossiê da ONU. O presidente Lahoud nega ter recebido a ligação de Abdel-Al; e os aliados dele na capital da Síria, Damasco, refutam as conclusões do relatório, que indicam uma participação direta do governo sírio no complô. Pressão por renúncia O presidente Emile Lahoud negou ter recebido a ligação telefônica de Abdel-Al pouco antes da explosão que matou Hariri. Lahoud está sob crescente pressão para renunciar ao cargo depois da divulgação do relatório. Representantes de diversos países membros do Conselho de Segurança da ONU já manifestaram o seu apoio à proposta dos Estados Unidos de convocar uma reunião urgente para debater a questão. No sábado, o filho do ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, fez um apelo para que os assassinos do pai dele sejam levados à Justiça internacional. "Não estamos procurando vingança, procuramos justiça", disse Saad Hariri em um discurso televisionado. "Nós conclamamos a comunidade internacional a manter o apoio à formação de uma comissão internacional para (investigar) o assassinato de Hariri. E que os culpados sejam levados à Justiça." Nas eleições depois da morte do ex-primeiro-ministro, uma coalizão de políticos anti-Síria liderada por Saad Hariri obteve a maioria no Parlamento do Líbano. Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que as revelações do relatório são "profundamente perturbadoras". |
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