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Filho de Hariri quer corte internacional para assassinos do pai | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O filho do ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, fez um apelo neste sábado para que os assassinos do pai dele sejam levados à Justiça internacional. "Não estamos procurando vingança, procuramos justiça", disse Saad Hariri em um discurso televisionado. As declarações foram dadas durante os comentários de Hariri sobre um relatório divulgado na sexta-feira que implica os governos da Síria e do Líbano na morte do ex-primeiro-ministro. "Nós conclamamos a comunidade internacional a manter o apoio à formação de uma comissão internacional para (investigar) o assassinato de Hariri. E que os culpados sejam levados à Justiça." Nas eleições depois da morte do ex-primeiro-ministro, uma coalizão de políticos anti-Síria liderada por Saad Hariri obteve a maioria no Parlamento do Líbano. Representantes de ambos os governos refutam qualquer envolvimento no assassinato do ex-primeiro-ministro, em fevereiro deste ano. Reação dos EUA Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que as revelações do relatório são "profundamente perturbadoras". Bush pediu que os países da ONU (Organização das Nações Unidas) se reúnam em uma sessão especial para discutir o documento. O chanceler da Grã-Bretanha, Jack Straw, que está em visita aos Estados Unidos, disse que o Conselho de Segurança da ONU deve debater a imposição de sanções contra a Síria. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, já afirmara que a comunidade internacional deveria intervir para que a Síria seja responsabilizada no caso. "É claramente um caso em que há a implicação de que autoridades sírias estiveram envolvidas no assassinato de Rafik Hariri", declarou Rice. "Também há claros indícios de que o governo sírio não está cooperando. Essas acusações levarão a comunidade internacional a considerar seriamente como exigirá que sejam responsabilizados." Condenação Hariri morreu em 14 de fevereiro deste ano num ataque com um carro-bomba no centro de Beirute, a capital do Líbano. Segundo o relatório, elaborado pelo magistrado alemão Detlev Mehlis, o assassinato foi planejado por vários meses e executado por um grupo com uma ampla rede de apoio. A Síria tem que esclarecer algumas questões, diz o documento. Vários testemunhos de sírios teriam tentado atrapalhar a investigação com informações falsas, e uma carta do ministro do Exterior continha fatos errôneos. O presidente pró-Síria do Líbano, Emile Lahoud, negou alegações no relatório de que recebeu uma ligação telefônica de um suspeito-chave minutos antes da explosão que matou Hariri. Lahoud está sob crescente pressão para renunciar ao cargo depois da divulgação do relatório. |
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