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Ação militar contra a Síria é último recurso, diz Bush | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos EUA, George W. Bush, disse nesta terça-feira que usar a força contra a Síria seria "um último recurso" na disputa sobre o suposto papel do país na morte do ex-premiê libanês Rafik Hariri. Um relatório provisório das Nações Unidas sobre o assassinato de Hariri num atentado a bomba em fevereiro aponta responsabilidades da Síria e do Líbano. Os dois países negam as acusações. Bush disse esperar que a Síria coopere com o inquérito da ONU sobre o assassinato. Para o correspondente da BBC Roger Hardy, o governo Bush acredita que o relatório da ONU lhe dá um forte apoio em aumentar a pressão sobre um governo árabe que tem sido hostil há tempos. Relatório O Conselho de Segurança da ONU deve discutir o relatório nesta terça-feira e deve receber pedidos para ações contra a Síria. O relatório diz que o provável motivo para o assassinato de Hariri era político – o ex-primeiro-ministro estava cada vez mais em oposição ao presidente pró-Síria Emile Lahoud num momento em que a Síria era o principal poder no Líbano. A pressão internacional após sua morte levou a Síria a retirar suas forças do país. A Síria negou as acusações do relatório da ONU. O embaixador do país nas Nações Unidas, Fayssal Mekdad, acusou os investigadores de preconceituosos e disse que alguns países estão "alimentando as chamas do ódio contra a Síria". "Esse crime atroz foi contra todos os princípios que a Síria mantém... e foi contra os interesses sírios." Pressão Bush disse que é necessária uma "pressão séria" sobre a Síria por questões relacionadas a insurgentes entrando no Iraque pela Síria, seu suposto apoio a grupos militantes palestinos e sua interferência no Líbano. "Ninguém quer uma confrontação. Por outro lado, deve ser aplicada uma pressão séria", disse Bush em uma entrevista à TV Al-Arabiya, baseada em Dubai. "Espero que eles cooperem. [A ação militar] é a última opção. Mas por outro lado, você sabe, eu trabalhei por diplomacia e continuarei trabalhando pelo ângulo diplomático nesta questão", disse. O Conselho de Segurança não deve votar nenhuma resolução nesta terça-feira, mas os EUA, a França e a Grã-Bretanha estão consultando outros membros sobre uma possível resolução futura pedindo à Síria colaboração total com a investigação da ONU. |
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