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Atualizado às: 20 de outubro, 2005 - 23h11 GMT (20h11 Brasília)
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Furacão Wilma leva à evacuação de milhares no México
O furacão Wilma provocou fortes ventos e chuvas em Honduras
O furacão Wilma provocou fortes ventos na América Central
Dezenas de milhares de pessoas na península mexicana de Yucatán foram evacuadas das áreas costeiras, como prevenção antes da passagem do furacão Wilma.

Milhares de turistas e moradores deixaram populares destinos de férias como Cancún e Cozumel.

Ventos e chuvas associados ao furacão chegaram nesta quinta-feira à região.

Todos os vôos que deixavam Cancún nos últimos dois dias estavam lotados, e muitos turistas tiveram de alugar carros ou deixar a cidade de ônibus. O olho do furacão deve passar perto de Cozumel na manhã desta sexta-feira.

Nos Estados Unidos, para onde a tempestade deve ir no fim de semana, o governador da Flórida, Jeb Bush, decretou estado de emergência. A medida dá poderes de ação à Guarda Nacional e permite às autoridades ordenar a retirada de moradores.

Mais forte

O Wilma, que na quarta-feira foi apontado pelos especialistas como o mais forte furacão já registrado no Atlântico, perdeu um pouco de sua intensidade e agora é de categoria 4 na escala usada para medir esse tipo de tempestades, que vai até 5.

Mesmo assim, ele continua a representar perigo para as localidades por onde deve passar.

"Nós estamos monitorando de perto essa tempestade extremamente perigosa", afirmou Scott McClellan, porta-voz do presidente americano George W. Bush. O presidente foi acusado de demorar a responder à tragédia causada pelo furacão Katrina.

Em Cuba, as autoridades da Defesa Civil estão de prontidão. Cerca de cem mil pessoas já foram retiradas das regiões costeiras e levadas para o interior da ilha.

Milhares de americanos também deixaram suas casas na região das Keys da Flórida, um conjunto de ilhas no extremo sul do Estado americano.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o Wilma tem ventos sustentados de 230 km/h, com rajadas ainda mais fortes, e pode voltar à categoria máxima 5 nesta quinta-feira.

O boletim do centro divulgado às 11 da manhã (hora de Brasília) indicava que o olho do furacão estava a cerca de 275 km a sudeste de Cozumel.

Milhares de pessoas receberam ordens para sair de uma área de mil quilômetros que estende por Cuba, Belize, Honduras, Jamaica, Ilhas Cayman e Haiti, onde pelo menos 11 pessoas já morreram em deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas trazidas pelo furacão.

Não foi só no Haiti que Wilma deixou mortes. Na Jamaica, o furacão matou uma pessoa depois que a chuva pesada inundou várias comunidades localizadas em terrenos mais baixos, além de ter bloqueado estradas e forçado 100 pessoas a irem para abrigos, segundo as autoridades locais.

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