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ONU lança apelo de US$ 22 mi pela Guatemala | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um apelo à comunidade internacional para doar US$ 22 milhões à Guatemala, que tenta se recuperar da devastação causada pela tempestade tropical Stan. Pelo menos 650 pessoas morreram em inundações e deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas desencadeadas pela tempestade no pequeno país da América Central. Segundo a ONU, o país precisa de água e alimentos para distribuir a dezenas de milhares de guatemaltecos que estão em abrigos temporários. Alguns vilarejos foram completamente destruídos. O presidente da Guatemala, Oscar Berger, disse que 130 mil pessoas foram diretamente afetadas pela tempestade. O general americano Bantz J. Craddock visitou áreas devastadas e prometeu que os Estados Unidos vão mandar mais equipes de ajuda, incluindo aviões de carga. Vários outros países já ofereceram suprimentos e profissionais de resgate não só à Guatemala, mas a outros países da América Central e ao México – também atingidos por Stan. Foram confirmadas 71 mortes em El Salvador, 17 no México, dez na Nicarágua, quatro em Honduras e duas na Costa Rica. Cadáveres enterrados Na Guatemala, as autoridades também temem que os cadáveres de cerca de 3 mil pessoas possam estar enterradas sob a lama que soterrou várias cidades e vilarejos. Trabalhos de resgate foram suspensos em algumas áreas do país no domingo porque as condições estavam perigosas demais. O prefeito de Panabaj, na região turística do Lago Atitlán, pediu para que uma parte da cidade guatemalteca seja declarada um "cemitério". Segundo Diego Esquina, ninguém mais sabe onde cavar para encontrar os corpos dos habitantes mortos pela lama. Ele disse que a cidade "não vai mais existir" e que os corpos já encontrados "estão tão podres que não podem mais ser identificados". "Eles só vão trazer doenças", disse Esquina. Tzanchaj, nas redondezas de Panabaj, também foi devastada pela tempestade tropical. Bombeiros dizem que tiveram que mandar os habitantes da cidade parar de cavar em sua busca desesperada por vítimas, uma vez que o solo se encontra muito instável na cidade. Correspondentes afirmam que a população maia da Guatemala se encontra em um dilema, pois suas tradições mandam que os cadáveres sejam recuperados e recebam um enterro digno. |
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