|
Eleição no Haiti deve ser adiada, diz premiê haitiano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro interino do Haiti, Gerard Latortue, disse nesta segunda-feira que as eleições presidenciais e parlamentares previstas para o mês que vem no país provavelmente terão de ser adiadas em duas ou três semanas. Latortue fez a declaração em entrevista à BBC logo depois de sair de uma reunião com ministros para discutir os problemas técnicos e de financiamento que têm marcado as preparações para o primeiro pleito no país desde a queda do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, em fevereiro de 2004. Espera-se que o Conselho Eleitoral anuncie a decisão oficialmente nos próximos dias. Composto de nove membros, o Conselho é responsável por organizar as eleições e tem autoridade para adiá-las, depois de consultas com o governo interino. Latortue disse que, apesar do atraso no calendário eleitoral, o seu governo vai entregar o poder a um líder eleito em fevereiro do ano que vem, como o previsto. Um dos membros do Conselho Eleitoral, Patrick Féquiere, já havia dito, há cerca de duas semanas, que o Haiti não teria condições de realizar as eleições se não recebesse mais ajuda internacional. Apenas metade do eleitorado se registrou para votar até agora. Entre os problemas citados por Féquiere estão a instalação de milhares de postos eleitorais e a designação de seções eleitorais para milhões de eleitores. O Brasil lidera o contingente militar da Minustah (sigla para Missão de Paz da ONU no Haiti, em francês). |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||