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Atualizado às: 07 de outubro, 2005 - 18h34 GMT (15h34 Brasília)
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Imigrantes africanos 'foram abandonados no deserto', diz ONG
Potenciais migrantes africanos em Ceuta
Imigrantes africanos buscam "terra prometida" na Espanha
A organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) da Espanha disse que encontrou mais de 500 potenciais migrantes abandonados no deserto do Marrocos depois de expulsos de encraves espanhóis no Norte da África.

Os migrantes disseram que entraram ou tentaram entrar em Ceuta e Melilla, mas foram forçados a retroceder, colocados em caminhões e levados à fronteira com a Argélia.

A descoberta da ONG se segue a tentativas de migrantes de escalar cercas de fronteira.

Seis deles morreram na quinta-feira - alguns, aparentemente, quando tentaram entrar em Melilla.

Expulsões ilegais

Um grupo de 70 migrantes foram expulsos de Melilla na sexta-feira, na primeira série de expulsões oficiais prevsitas em um acordo de 1992 entre a Espanha e o Marrocos.

O acordo permite que pessoas que entram ilegalmente na área possam ser enviadas de volta ao Marrocos, mesmo que sejam de nacionalidade diferente.

Até agora, os migrantes que conseguiram entrar nos encraves vinham sendo abrigados em centros especiais e enviados para a Espanha, para aguardar a ordem de expulsão para o seu país de origem, e freqüentemente acabavam libertados.

Mas uma porta-voz da MSF disse que alguns dos 500 migrantes encontrados no deserto haviam sido detidos antes de conseguir escalar a cerca para Ceuta e Melilla, outros foram expulsos ilegalmente pela polícia espanhola.

Segundo a MSF, migrantes da região subsaariana foram "abandonados à própria sorte" perto de El Aouina-Souatar, centenas de quilômetros ao sul dos encraves. O grupo incluia uma mulher grávida e crianças.

A ONG disse que seus funcionários trataram de mais de 50 deles, que sofreram ferimentos depois de tentar escalar as cercas de arame farpado.

Mas uma nota do MSF disse que alguns dos ferimentos também foram resultantes de violência praticada pela polícia espanhola e marroquina, relativa a "balas de borracha".

Missão da União Européia

Javier Gabaldon, coordenador no Marrocos, condenou a "expulsão e subsequente abandono destes imigrantes em uma zona sem acesso a alimentos e água e sem a possibilidade de receber assistência média ou humanitária".

A MSF disse que "a expulsão de imigrantes conforme acertada por Espanha e Marrocos para um país que não tem a menor capacidade de recebê-los viola o Artigo Três da Convenção (da ONU) Contra Tortura".

Outras organizações de ajuda humanitária disseram que têm evidências de incidentes semelhantes nas últimas semanas.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) também manifestou preocupação com o caso e pediu ação coordenada para lidar com a crise.

Tanto a União Européia quanto a Espanha estão enviando missões para o Marrocos para discutir imigração ilegal.

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