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Bósnia elabora lista de soldados envolvidos em Srebrenica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo bósnio-sérvio elaborou uma lista com os nomes de 19.473 soldados sérvios que operavam na região de Srebrenica na época do massacre da minoria muçulmana da cidade, em 1995. A lista, que vinha sendo compilada desde 2003, inclui 892 pessoas que ainda estariam trabalhando no governo, na polícia ou no Exército bósnio-sérvio. A relação, que não foi divulgada, será encaminhada à promotoria pública para revisão. Cerca de 8 mil meninos e homens muçulmanos quando forças bósnias-sérvias tomaram Srebrenica durante a guerra na Bósnia, ocorrida após a dissolução da Iugoslávia comunista. A lista faz parte de um processo instigado pela comunidade internacional para forçar o governo bósnio-sérvio a reconhecer os crimes de guerra cometidos em Srebrenica. Segundo o correspondente da BBC Matt Prodger, nem todo soldado mencionado na lista está diretamente envolvido no massacre. A lista tampouco precisa a parcela de responsabilidade que caberia a cada um deles. No entanto, a relação inclui pessoas inicialmente identificadas como os mandantes dos assassinatos ou os próprios executores dos crimes. As autoridades prometeram investigar o papel dos 892 que ainda estariam ocupando posições oficiais na república autônoma da Bósnia. Líderes foragidos A lista também tem como objetivo dar aos investigadores bósnios mais informações sobre como os crimes foram executados. O líder bósnio-sérvio da época, Radovan Karadzic, e seu comandante militar, Ratko Mladic, foram indiciados por genocídio por causa de Srebrenica. Mas os dois continuam foragidos da Justiça, provavelmente escondidos na Sérvia ou em Montenegro. O massacre no leste da Bósnia é considerado a pior atrocidade na Europa desde a 2ª Guerra Mundial. |
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