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Ex-oficiais são condenados por massacre de Srebrenica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dois ex-oficiais sérvio-bósnios foram condenados e presos por terem participado do massacre de Srebenica, em 1995. Vidoje Blagojevic foi considerado culpado de "cumplicidade em genocídio" e condenado a 18 anos de prisão pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia. Dragan Jokic foi condenado pelo mesmo tribunal, em Haia, por cooperação em assassinato e perseguição. Ele recebeu uma pena de nove anos de detenção. Mais de 7 mil muçulmanos morreram no enclave bósnio de Srebrenica ao fim da guerra, que durou de 1992 a 1995. Atrocidade Esta é considerada a pior atrocidade na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. O tribunal afirma, no sumário do julgamento: "Os crimes horríveis cometidos em seguida à queda de Srebrenica são bem conhecidos". "Esses crimes foram cometidos em pouco mais de uma semana, com um nível de brutalidade e perversão não visto antes no conflito na Iugoslávia, e estão entre os dias mais sombrios na história moderna da Europa." Blagojevic e Jokic negaram as acusações. Jokic era o chefe dos engenheiros na brigada Zvornik do exército sérvio bósnio que tomou parte do massacre. Blagojevic comandou a brigada Bratunac do exército sérvio-bósnio. Ele estava subordinado ao general sérvio-bósnio Radislav Krstic, que em abril do ano passado se tornou a primeira pessoa a ser considerada culpada de cumplicidade em genocídio pelo tribunal. O tribunal de apelação condenou Kristic a 35 anos de prisão por ter comandado o massacre de Srebrenica. O tribunal já tinha confirmado que as mortes em Srebrenica constituem legalmente genocídio. Seis homens acusados de participação no massacre ainda estão foragidos, incluindo o ex-general Ratko Mladic e o líder político Radovan Karadzic. |
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