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Servo-bósnios admitem massacre em Srebrenica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades sérvias da Bósnia admitiram oficialmente, pela primeira vez, que suas forças participaram do massacre de milhares de bósnios muçulmanos na cidade de Srebrenica em 1995. A admissão foi feita em um relatório preparado por uma comissão do governo da Bósnia Herzegovina, criada para investigar o massacre. O documento diz que militares servo-bósnios e policiais, assim como forças policiais e agentes do Ministério do Interior bósnio, participaram de “graves” violações dos direitos humanos em Srebrenica e tomaram medidas para tentar esconder o que ocorreu. O massacre de Srebrenica é considerado a pior atrocidade cometida na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Foragidos Até agora, os corpos de mais de seis mil homens e meninos, vítimas no episódio, foram retirados de valas comuns. O documento bósnio também revelou que foram descobertas 32 novas valas comuns e detalhes sobre a operação contra os muçulmanos. As forças servo-bósnias teriam planejado uma operação em três estágios: ataque a Srebrenica, separação de homens e mulheres e execução dos homens. A comissão também anunciou que, de acordo com seus registros, 7779 desapareceram na região de Srebrenica e apenas 1332 foram identificadas. O Tribunal Criminal Internacional para a Ex-Iugoslávia, com sede na Holanda, já indiciou dois líderes bósnios sérvios por genocídio por envolvimento no massacre, que ocorreu durante a Guerra da Bósnia (1992 – 1995). No entanto, os dois, Ratko Mladic e Radovan Karadzic, continuam foragidos. |
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