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Suspeitos de crimes de guerra andam livres na Sérvia, diz procuradora | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 12 suspeitos de crimes de guerra estão vivendo livremente porque a Sérvia se recusa a prendê-los, disse à ONU a procuradora do Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia, Carla Del Ponte. Segundo ela, o governo sérvio decidiu deliberadamente ignorar suas obrigações legais. O Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia foi instalado em 1993, em Haia, na Holanda, e até agora julgou 36 acusados por crimes de guerra. Del Ponte disse que seria crucial a prisão de outros 20 suspeitos. Segundo ela, os governos da Croácia, da Sérvia, de Montenegro e Bósnia-Herzegovina têm a responsabilidade de levar os acusados para julgamento em Haia. Resultados Ela disse que a grande maioria desses acusados estão vivendo livremente na Sérvia e que o primeiro-ministro Vojislav Karadzic já declarou que não os prenderia. Del Ponte disse ao Conselho de Segurança ser um escândalo que aqueles acusados pelo Tribunal – como o líder dos sérvios da Bósnia durante a guerra, Radovan Karadzic, e o comandante militar sérvio na Bósnia e responsabilizado pelo massacre de muçulmanos em Srebrenica, Ratko Mladic – não tenham sido presos. "O ano de 2005 vai marcar o 10º aniversário de três eventos decisivos: o genocídio em Srebrenica, o acordo de Dayton e a acusação contra Karadzic e Mladic", disse ela. "Se a comunidade internacional não pode impedir o genocídio, pelo menos não deveria deixar que esse e outros crimes sérios fiquem impunes." Ela disse ainda que precisava de resultados. O Conselho de Segurança marcou o fim dos julgamentos no Tribunal para 2008. Mas a promotora disse que, se os principais foragidos não fossem presos nos próximos meses, poderia ser necessário revisar essa data. |
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