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Schröder sugere que pode abandonar disputa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Alemanha, Gerhard Schröder, disse nesta segunda-feira que não vai atrapalhar a formação de um governo estável, no primeiro sinal de que estaria disposto a abandonar a disputa pela liderança do país. "Não se trata das minhas prerrogativas ou de mim como pessoa", afirmou o premiê na TV alemã, acrescentando que aceitará qualquer decisão do seu partido, o Socialdemocrata. O presidente do Partido Socialdemocrata, Franz Muenterfering, reiterou o apoio do partido a Schroder como primeiro-ministro, mas ressaltou que a escolha do chefe de governo vai depender das negociações com outros partidos. A líder da oposição, Angela Merkel, do Partido União Democrata Cristã (CDU), venceu as eleições de três semanas atrás com uma margem muito pequena sobre Schröder. Nem Merkel nem Schröder conseguiriam formam o governo apenas com os agrupamentos com os quais teriam mais afinidade natural, respectivamente o Partido Democrata Liberal (que elegeu 61 candidatos) e o Partido Verde (51). A solução seria uma coalizão entre os dois principais partidos ou entre um deles mais os dois menores – uma vez que a alternativa do Partido da Esquerda já foi descartada, pelo menos publicamente. A conquista de mais uma cadeira para a CDU na eleição na cidade de Dresden, no domingo, deu novo fôlego a Merkel na sua tentativa de substituir Schröder na liderança do governo. Uma nova rodada de negociações deve se iniciar nesta quarta-feira. Merkel, no entanto, diz que só aceita formar uma coalizão com os socialdemocratas se o partido a aceitar como primeira-ministra. Depois da votação em Dresden, a União Democrática Cristã e seu partido correspondente na Bavária reúnem 226 cadeiras no novo Parlamento, enquanto que a participação do PSD caiu para 222. |
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