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Indecisos são alvo de debate eleitoral na Alemanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Faltando cerca de duas semanas das eleições alemãs e com metade do eleitorado ainda sem saber em quem vai votar, um debate na TV entre o atual chefe de governo e a candidata da oposição poderá influenciar decisivamente a opinião dos eleitores. O chanceler alemão Gerhard Schröder e a líder oposicionista Angela Merkel vão debater ao vivo na noite de domingo. O evento será televisionado simultanemante por quatro redes de televisão alemãs: ARD, ZDF, RTL e SAT1. Debates deste tipo ainda não têm uma grande tradição na Alemanha. O primeiro deles foi realizado há apenas três anos, antes das últimas eleições, entre o chanceler Schröder e o então oponente, Edmund Stoiber, do Partido Cristão-Social. Schröder foi considerado vencedor pelos analistas. Mulher no comando? No momento as pesquisas apontam para uma derrota do atual chanceler alemão nas urnas, mas ele espera sair novamente vencedor do duelo televisivo – tanto que Schröder queria dois debates em vez de um, o que foi negado pela oposição. Analistas de mídia dizem que Schröder faz uma bela figura na TV e é capaz de empolgar seu público. No entanto, reformas impopulares diminuíram bastante suas chances de se reeleger. A candidata da oposição, Angela Merkel, poderá se tornar a primeira mulher na história a governar o país: as pesquisas mostram uma vantagem de até quinze por cento para o seu partido, a União Cristã-Democrata. Apesar da boa performance de seu partido nas pesquisas, a popularidade pessoal de Merkel ainda não alcança os níveis da de Schröder, que tem um bônus por ser chefe de governo. Os alemães estão prontos a aceitar uma mulher à frente do governo, como mostra uma pesquisa do instituto TNS-Emnid. Segundo a pesquisa, apenas um por cento dos entrevistados não aceitaria uma primeira-ministra, e muitos acham até que uma mulher poderia governar melhor que um homem. No entanto, só treze por cento dos entrevistados acham que a oposicionista Merkel tem carisma suficiente para galgar o posto de chefe de governo. As eleições federais alemãs foram antecipadas do ano que vem para 18 de setembro deste ano depois que o chanceler Gerhard Schröder perdeu uma moção de confiança no parlamento alemão. |
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