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Oposição alemã vence eleição mas não terá maioria, diz pesquisa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pesquisas de boca-de-urna afirmam que a oposição de direita foi a mais votada nas eleições gerais deste domingo na Alemanha. Mas a margem de vantagem do Partido Cristão Democrata (CDU), liderado por Angela Merkel, sobre os Social Democratas (SPD, centro-esquerda) é tão pequena nas projeções que ainda não está claro se Merkel conseguirá formar maioria para governar. As pesquisas dizem que a CDU recebeu cerca de 36% dos votos, superando o SPD, do atual chanceler (primeiro-ministro), Gerhard Schroeder, que teria recebido apoio de cerca de 34% dos eleitores. As projeções de boca-de-urna, porém, indicam que os principais aliados de Merkel, os liberais democratas do FDP, devem ter 10,5%. Com isso, a coalizão CDU-FDP não teria a maioria no Parlamento e terá de negociar com outros grupos. Analistas dizem que Merkel poderia ter que formar uma grande coalizão com os Social Democratas se ela e seus aliados não conquistarem a maioria. Em discurso após o anúncio do resultado das pesquisas, Angela Merkel disse que o eleitorado votou por mudanças e que ela conquistou um mandato para formar um novo governo de coalizão. Ela admitiu, no entanto, que as projeções não garantem a ela o resultado que esperava para conseguir liderar o país com base na aliança da CDU com o FDP. O primeiro-ministro Schroeder se negou a admitir derrota. Ele disse que aqueles que queriam tirá-lo do poder fracassaram e mostraram arrogância. "Sinto que tenho um mandato para assegurar que haja um governo estável no país nos próximos quatro anos sob minha liderança", declarou Schroeder. O primeiro-ministro afirmou ainda que o SPD vai iniciar na segunda-feira negociações para formar uma coalizão com todas as forças políticas com a exceção de um partido da extrema esquerda que inclui comunistas da antiga Alemanha Oriental. Schroeder descartou a possibilidade de seu partido se unir à CDU numa grande coalizão se a aliança for comandada por Merkel. Caso Merkel consiga costurar apoios para governar, ela se tornará a primeira mulher chefe de Estado na história da Alemanha. Resultados provisórios do pleito, um dos mais disputados da história da Alemanha, serão divulgados nas primeiras horas desta segunda- Campanha acirrada A campanha eleitoral foi encerrada no sábado depois de seis semanas de intenso trabalho de Schroeder e Merkel para conquistar os votos dos indecisos. As últimas pesquisas de opinião sugeriam que até 25% do eleitorado poderia chegar às urnas sem ter uma idéia formada sobre quem escolher para liderar o país. Rompendo a tradição, os dois candidatos realizaram comícios na véspera das eleições. Este dia normalmente era visto como uma pausa para reflexão. A última pesquisa de opinião colocava os partidos de centro-direita, liderados por Angela Merkel, na liderança com cerca de 51% das intenções de voto. O partido Social Democrata do atual chanceler, Gerhard Schroeder, vinha fazendo progressos no final da campanha. Reformas Os partidos de centro-direita têm criticado o governo no combate ao desemprego e prometeram profundas reformas econômicas. Os Social Democratas dizem que suas reformas finalmente vêm apresentando resultado. Na sexta-feira, Schroeder disse que os alemães devem decidir pelo candidato "capaz de suportar a pressão externa e se representar os melhores interesses da Alemanha". Na eleições de 2002, sua resistência à guerra do Iraque lhe rendeu votos. |
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