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Atualizado às: 18 de setembro, 2005 - 02h39 GMT (23h39 Brasília)
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Moradores devem adiar volta, diz chefe de ajuda a Nova Orleans
Nova Orleans em 15 de setembro de 2005
Apesar de enchente, estima-se que 200 mil voltem a Nova Orleans nos próximos dez dias
O chefe das operações de emergência ligadas ao furacão Katrina no Estado americano da Louisiana, Thad Allen, pediu neste sábado aos moradores de Nova Orleans, uma das cidades mais atingidas por enchetes que adiem sua volta para casa.

Allen disse que serviços vitais de água, esgoto e fornecimento de energia elétrica ainda não são capazes de suportar a retomada, em larga escala, das atividades comerciais e a chegada de residentes na cidade.

Segundo Allen, na medida em que mais água é retirada da cidade, bastante inundada, produtos tóxicos ainda representam uma ameaça à saúde.

Mais cedo, o prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, convidou a comunidade empresarial a voltar à cidade nos próximos dias para ajudar a reerguê-la.

Mas Allen disse que este é um plano extremamente ambicioso e problemático.

Empresários e comerciantes de Nova Orleans começaram a voltar à cidade, que continua deserta e, em grande parte, tomada pelas águas do furacão Katrina.

Até 200 mil pessoas podem receber autorização para voltar às suas casas e negócios nos próximos dez dias.

A correspondente da BBC em Nova Orleans, Claire Marshall, observa porém que esses moradores encontrarão uma cidade bem diferente daquela que conheciam, com problemas de abastecimento de água e comida e postos de controle militar.

No famoso bairro francês, que escapou do pior das enchentes, alguns donos de bares e restaurantes já começaram a retirar as madeiras e compensados instalados para proteger suas janelas.

"Decidimos que, se formos os primeiros a abrir, isso vai inspirar os outros a fazer o mesmo", disse R Lyon, dono de uma galeria, à agência de notícias France Presse.

Bush

No seu discurso semanal de rádio, o presidente americano, George W. Bush, repetiu neste sábado que acredita que a reconstrução pode ajudar a trazer "igualdade e decência" a todos em Nova Orleans.

Na sexta-feira, numa cerimônia na Catedral Nacional de Washington, Bush voltou a admitir que o seu governo não respondeu adequadamente à tragédia e a dizer que o programa de reconstrução era uma oportunidade para resolver os problemas da pobreza e na discriminação racial no sul dos Estados Unidos.

Bush disse ainda que não vai aumentar impostos para financiar a reconstrução da região devastada pelo furacão Katrina.

Ele sugeriu que os recursos – estimados em US$ 200 bilhões – podem ser obtidos por meio de cortes no orçamento em outras áreas.

Mortos

O número de mortos confirmados no furacão já ultrapassa os 800.

Cerca de 40% de Nova Orleans, a cidade mais destruída pelo Katrina, ainda está inundada e o sistema de esgotos ainda não está funcionando direito.

O Congresso americano já aprovou a liberação de US$ 62 bilhões para financiar operações na costa do Golfo do México, mas esse dinheiro deverá ter sido todo gasto até o mês que vem.

Correspondentes da BBC informam que Bush sofre pressão até de membros do seu partido (republicano) para explicar de onde virá o dinheiro em uma época em que os Estados Unidos acumulam grande déficit público.

Pesquisas de opinião publicadas nos últimos dias indicam que a reação avaliada como incompetente ao Katrina aliada ao desgaste resultante da guerra no Iraque têm abalado a popularidade do presidente.

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