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Comerciantes começam a voltar a Nova Orleans | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Empresários e comerciantes de Nova Orleans começaram a voltar à cidade, que continua deserta e, em grande parte, tomada pelas águas do furacão Katrina. O prefeito Ray Nagin fez um chamado ao empresariado para que retornasse, para ajudar a reerguer a cidade dos escombros. Até 200 mil pessoas podem receber autorização para voltar às suas casas e negócios nos próximos dez dias. A correspondente da BBC em Nova Orleans, Claire Marshall, observa porém que esses moradores encontrarão uma cidade bem diferente daquela que conheciam, com problemas de abastecimento de água e comida e postos de controle militar. No famoso bairro francês, que escapou do pior das enchentes, alguns donos de bares e restaurantes já começaram a retirar as madeiras e compensados instalados para proteger suas janelas. "Decidimos que, se formos os primeiros a abrir, isso vai inspirar os outros a fazer o mesmo", disse R Lyon, dono de uma galeria, à agência de notícias France Presse. Bush No seu discurso semanal de rádio, o presidente americano, George W. Bush, repetiu neste sábado que acredita que a reconstrução pode ajudar a trazer "igualdade e decência" a todos em Nova Orleans. Na sexta-feira, numa cerimônia na Catedral Nacional de Washington, Bush voltou a admitir que o seu governo não respondeu adequadamente à tragédia e dizer que o programa de reconstrução era uma oportunidade para resolver os problemas da pobreza e na discriminação racial no sul dos Estados Unidos. Bush disse ainda que não vai aumentar impostos para financiar a reconstrução da região devastada pelo furacão Katrina. Ele sugeriu que os recursos – estimados em US$ 200 bilhões – podem ser obtidos por meio de cortes no orçamento em outras áreas. Mortos O número de mortos confirmados no furacão já ultrapassa os 800. Cerca de 40% de Nova Orleans, a cidade mais destruída pelo Katrina, ainda está inundada e o sistema de esgotos ainda não está funcionando direito. O Congresso americano já aprovou a liberação de US$ 62 bilhões para financiar operações na costa do Golfo do México, mas esse dinheiro deverá ter sido todo gasto até o mês que vem. Correspondentes da BBC informam que Bush sofre pressão até de membros do seu partido (republicano) para explicar de onde virá o dinheiro em uma época em que os Estados Unidos acumulam grande déficit público. Pesquisas de opinião publicadas nos últimos dias indicam que a reação avaliada como incompetente ao Katrina aliada ao desgaste resultante da guerra no Iraque têm abalado a popularidade do presidente. |
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