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Vitória permitirá a Koizumi governar sem coalizão, diz imprensa japonesa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os últimos resultados das eleições gerais deste domingo no Japão, divulgados pela imprensa do país, indicam que o partido do primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, garantiu uma ampla maioria no Parlamento. A expectativa é que o Partido Liberal Democrata (PLD) consiga cerca de 50 cadeiras a mais na câmara baixa do Parlamento, o que permitiria a Koizumi governar sem a necessidade de formar uma coalizão. Em face à derrota, Katsuya Okada, líder do principal partido de oposição, anunciou que irá renunciar ao cargo. Os votos ainda estão sendo contados, e os resultados oficiais devem ser divulgados na segunda-feira. Responsabilidade "Minha meta sempre foi ganhar a maioria para o PLD (...) Eu agradeço muito às pessoas que têm nos apoiado nesse objetivo e eu sinto o peso da responsabilidade de realizar seus desejos", disse Koizumi. O premiê convocou o pleito depois que o Parlamento rejeitou seu plano de reforma do serviço de correios, considerado o ponto crucial de polêmicas reformas econômicas que ele vem tentando implantar. As últimas pesquisas antes da votação indicavam uma vantagem confortável para o PLD. O comparecimento foi maior do que o das últimas eleições gerais, em 2003. O interesse no pleito deste domingo se explica pelo fato de Koizumi ter aberto um precedente e escolhido candidatos para os postos-chave da câmara, numa tentativa de evitar que eles fossem ocupados pelos dissidentes de seu próprio partido que se opuseram ao plano de privatização dos correios. A questão dominou a campanha eleitoral, pois os correios também funcionam como banco para contas de poupança para a maioria dos japoneses – o que praticamente o torna o maior banco do mundo. O PLD está no poder há 50 anos praticamente sem interrupção. Koizumi tomou posse em 2001. Antes da convocação das eleições, o partido tinha 249 das 480 cadeiras da câmara baixa. O partido de coalizão governista Novo Komeito somava 34 assentos, e o Partido Democrata do Japão (PDJ), de oposição, contava com 175. |
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