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Atualizado às: 14 de maio, 2004 - 11h54 GMT (08h54 Brasília)
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Premiê do Japão confirma visita à Coréia do Norte
Kim Jong-Il (à esq.) e Junichiro Koizumi em setembro de 2002
No primeiro encontro, líderes decidiram volta de ex-reféns
O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, vai visitar a Coréia do Norte no próximo dia 22 de maio, na intenção de resolver um impasse em relação a pelo menos 13 japoneses seqüestrados no país durante a Guerra Fria.

Será o segundo encontro entre Koizumi e o líder norte-coreano, Kim Jong-Il.

Na primeira vez em que os dois se reuniram, em setembro de 2002, a Coréia do Norte admitiu que os seqüestrados foram "usados" por espiões norte-coreanos durante os anos 60 e 70.

A Coréia do Norte permitiu, então, que cinco dos ex-reféns voltassem ao Japão, mas proibiu a partida dos filhos deles, nascidos em território norte-coreano.

Acredita-se que oito dos ex-seqüestrados morreram, e que dezenas estejam desaparecidos.

Ajuda eleitoral

O Japão quer que a Coréia do Norte libere a saída dos familiares dos ex-seqüestrados.

O governo norte-coreano exige que os próprios ex-reféns voltem ao país para buscar seus parentes.

Koizumi também está sendo pressionado a investigar junto à liderança norte-coreana sobre os japoneses desaparecidos.

Analistas acreditam que a resolução do impasse pode abrir caminho para uma retomada das relações diplomáticas entre os dois países.

O assunto também poderia contar a favor de Koizumi nas próximas eleições para a Câmara Alta do Parlamento japonês, em julho.

"O primeiro-ministro decidiu quebrar o protocolo diplomático e fazer esta segunda visita, o que mostra sua forte intenção de cooperar. Eu valorizo isso", disse Toru Hasuike, irmão de um dos reféns que voltaram ao Japão.

Koizumi tem enfrentado uma queda em sua popularidade desde que decidiu enviar tropas em missão de paz ao Iraque.

Programa nuclear

Segundo o secretário ministerial do Japão, Hiroyuki Hosoda, o líder japonês também deve tocar na questão do programa nuclear da Coréia do Norte.

Os Estados Unidos e seus aliados na região do sudeste asiático, incluindo o Japão e a Coréia do Sul, querem que o governo norte-coreano desista de seu programa nuclear em troca de ajuda financeira e outras concessões.

Na quinta-feira, a Coréia do Norte disse que a proposta é "humilhante".

A China, que tem a mesma posição que os Estados Unidos, afirmou que ainda há "grandes divergências a serem resolvidas".

As negociações devem abrir caminho para uma cúpula de seis países para discutir o assunto em Pequim, no fim de junho.

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