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Premiê japonês sofre derrota e quer eleições | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, anunciou sua intenção de dissolver a Câmara Baixa do parlamento e convocar novas eleições, depois de uma proposta de reforma do sistema de correios do país ter sido rejeitada pelo legislativo. De acordo com políticos da coalizão de governo, as eleições gerais - que ainda precisam ser aprovadas pelo gabinete japonês - devem ser convocadas para o dia 11 de setembro, com a campanha começando em 30 de agosto. A rejeição do plano para o sistema de correios pela câmara alta do parlamento, por 125 votos a 108, foi um duro golpe para Koizumi, que usou sua influência política para tentar garantir a aprovação. O projeto visava privatizar o correio japonês, que tem um patrimônio de cerca de US$ 3 trilhões, e transformá-lo, na prática, no maior banco do mundo. Poupança e seguros A empresa de correios do Japão emprega cerca de 250 mil pessoas e fornece vários serviços além da entrega de correspondência. Os japoneses podem, por exemplo, fazer poupança ou adquirir seguros no correio. Os opositores à idéia do primeiro-ministro argumentaram que uma companhia privatizada não seria capaz de manter o atual padrão de serviços, principalmente em áreas mais isoladas. Segundo analistas, a reforma estava no centro do programa de reformas econômicas de Koizumi. "A rejeição (da proposta) é um grande golpe contra o futuro do Japão e sua economia", disse o ministro da Economia, Heizo Takenaka, o principal arquiteto do projeto. Caso o primeiro-ministro saia vitorioso nas eleições gerais, ele deve permanecer no poder por apenas um ano - já que ele já disse que pretende deixar o governo em setembro de 2006. |
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