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Atualizado às: 10 de novembro, 2003 - 09h57 GMT (07h57 Brasília)
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Partido governista do Japão 'perde a maioria'
Primeiro-ministro Koizumi
Koizumi viu seus adversários fortalecidos

O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, terá de buscar apoio em seus parceiros de coalizão para permanecer no poder, de acordo com projeções sobre o resultado das eleições realizadas no domingo.

Projeções da emissora pública NHK sugerem que o Partido Liberal Democrata (governista) teria perdido 12 assentos e, com isso ,a maioria do governo, enquanto a oposição registrou os maiores ganhos.

A Bolsa de Tóquio caiu por medo de que membros da "linha-dura" do PLD forcem atrasos nos planos de reforma econômica de Koizumi, apesar de o premiê ter dito que vai seguir com eles.

Os resultados finais das eleições devem ser anunciados mais tarde, nesta segunda-feira. Foi a primeira eleição de Koizumi desde que virou líder do partido, após tornar-se primeiro-ministro há dois anos.

Reformas econômicas

Estrategistas do PLD acreditavam que a personalidade do premiê fosse um atrativo maior para os eleitores.

Coalizão governista - 275
Partido Liberal Democrata - 237
Novo Komeito - 34
Partido Novo Conservador - 4
Projeção da NHK

Em entrevista coletiva na sede do PLD, Koizumi disse que o s resultados deram à coalizão "o mandato de que necessitava" para continuar com suas reformas bancárias e empresariais.

Questionado sobre possíveis mudanças no seu gabinete de governo e na cúpula do PLD, ele disse que "continuaremos com o sistema atual".

Oposição - 205
Patido Democrático - 177
Partido Comunista - 9
Partido Social Democrata - 6
Partidos pequenos - 13
Projeção da NHK

Koizumi quer um segundo mandato para completar as reformas econômicas que tiveram início há mais de dois anos.

Agora, no entanto, necessitará do apoio de dois partidos da coalizão para ter a maioria parlamentar.

Desinteresse

A imprensa japonesa acredita que sua atuação como primeiro-ministro ficará mais complicada.

O jornal Daily Yomiuri, publicado em inglês, disse em sua manchete: "Eleições diminuem o mandato da coalizão".

As expectativas por reformas diminuirão, o que será um pouco negativo para os títulos, ações e o iene", disse Eiji Dohke, estrategista-chefe da UBS Securities.

O índice Nikkei fechou em queda de 1,17%.

O principal rival de Koizumi, Naoto Kan, argumentou que o PLD estava ligado demais a interesses nos setores bancários, agrícola e de construção para conduzir reformas de fato. Ele gostou dos resultados parciais.

O repórter da BBC Jonathan Head disse que situação e oposição usaram reformas políticas e econômicas como plataforma de campanha, e muitas pessoas tiveram dificuldadas em diferenciar entre os dois grupos.

Cerca de 40% dos eleitores estavam indecisos, e o comparecimento foi baixo, prejudicado ainda pelo mau tempo.

O nível de comparecimento foi de pouco menos de 60%, levemente acima do recorde negativo das eleições de 1996.

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