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Eleições indicam perda de popularidade de premiê japonês | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As eleições parlamentares japonesas deste domingo indicaram que o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, e seu partido estão perdendo popularidade no país. As projeções da mídia local indicam que o Partido Liberal Democrático (PLD) do premiê não cumpriu sua meta de conquistar 51 cadeiras nessas eleições - tida como modesta - e acabou com 49. Antes das eleições, o partido tinha 50 dos 121 postos que foram disputados. A câmara alta tem 242 parlamentares e a cada três anos tem eleições para metade dos postos. Embora a derrota do partido tenha sido marginal - de apenas um posto -, analistas políticos do país dizem que ela é significativa, pois o PLD domina a política japonesa há 50 anos e raramente enfrenta dificuldades eleitorais. Além disso, o maior vitorioso nas eleições foi o Partido Democrático (PD), que pulou de 38 cadeiras para 50 cadeiras. A legenda roubou espaço, principalmente, de outros partidos de oposição com a plataforma mais radical contra o governo. Isso indicaria que uma parcela importante da população está disposta a votar em uma opção claramente contrária ao atual governo. Na prática, a coalizão comandada pelo PLD vai continuar a ter a maioria na câmara alta (que corresponde ao Senado no Brasil), assim como domina a câmara baixa. Antes das eleições, falou-se que elas representavam um barômetro para a popularidade de Koizumi, e chegou-se a especular que, caso não atingisse a meta de 51 cadeiras, o premiê poderia renunciar. O primeiro-ministro negou que tivesse essa intenção. No entanto, as eleições confirmaram que os ventos não estão favoráveis e que, possivelmente, Zoizumi terá ainda mais dificuldades para tocar adiante seus projetos políticos de reforma no Japão. |
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