|
Eleição no Japão testa popularidade de premiê | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As eleições parlamentares que ocorrem neste domingo no Japão estão sendo vistas como um termômetro para a popularidade do primeiro-ministro do país, Junichiro Koizumi, e seu Partido Liberal Democrático (PLD). As eleições definem a metade das 242 cadeiras da câmara alta do Parlamento (semelhante ao Senado no Brasil). Os votos não vão definir a estrutura do governo nem ameaçam diretamente a posição política do premiê. No entanto, para a maioria dos japoneses o resultado das eleições deve mostrar na prática como está a popularidade de Koizumi. Em pesquisas recentes, o apoio ao primeiro-ministro caiu abaixo dos 40%, o pior resultado desde que ele assumiu o cargo, em 2001. Koizumi conquistou o Japão com um estilo político inovador e com promessas de reformar o país e acabar com a corrupção. Recentemente, porém, seu governo tem se envolvido em uma série de questões polêmicas e parte das opções do primeiro-ministro tem desagradado a opinião pública japonesa. Um exemplo é a decisão de estender a permanência das tropas do Japão no Iraque sem consultar o Parlamento - o que foi visto como arrogante e autoritário pelo eleitorado. Para os analistas políticos do país, o principal risco para Koizumi é perder o apoio de seu próprio partido. Parte do PLD dá sustentação ao premiê porque ele deu uma cara nova ao partido e se mostrou um político capaz de ganhar votos e vencer eleições. Um dos grandes riscos é que seus aliados políticos cheguem à conclusão que ele perdeu essa capacidade. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||