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Eleição no Japão deve ter alto comparecimento | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Eleitores do Japão estão indo às urnas neste domingo para escolher novos membros para a câmara baixa do Parlamento do país. Espera-se que o comparecimento seja maior do que os 60% obtidos nas últimas eleições gerais, em 2003. Algumas ilhas do sul do Japão adiantaram a votação para o sábado, devido à previsão de chegada de um tufão à região. O primeiro-ministro Junichiro Koizumi convocou o pleito depois que o Parlamento rejeitou seus planos de reforma do serviço de correios, considerado o ponto crucial de polêmicas reformas econômicas que ele vem tentando implantar. Interesse As últimas pesquisas antes da votação indicaram que o partido de Koizumi, o Liberal Democrata (PLD), abriu uma vantagem confortável e era o favorito. O interesse no pleito deste domingo tem sido maior do que o normal, já que Koizumi escolheu candidatos para os postos-chaves da câmara, na tentativa de evitar que eles fossem ocupados pelos dissidentes de seu próprio partido que se opuseram ao plano de privatização dos correios. A questão dominou a campanha eleitoral, pois os correiros também funcionam como banco para contas de poupança para a maioria dos japoneses - o que praticamente o torna o maior banco do mundo. Eleitores Ao votar em Tóquio, o professor de dança Jo Aota disse querer que Koizumi permaneça no poder. "Detesto a 'Velha Guarda' do PLD. Eles só protegem uma pequena parcela da população. O Japão não pode mais funcionar tendo políticos como eles", afirmou. O maquinista aposentado Fukuichi Nishiyama também votou no partido do premiê. "Esses funcionários do governo acham que têm o direito de receber seus salários desde que não façam nada de errado. Se o serviço de correios for privatizado, eles serão obrigados a competir no mercado", disse. Últimos dias No sábado, o premiê participou de um evento em Tóquio e repetiu o que se tornou um "mantra" em sua campanha – que votar nele seria votar por reformas. Ele disse que a privatização do correio japonês é vital para que a economia do país continue seu processo de crescimento. "Eu espero que a maioria das pessoas chegue com certeza à conclusão de que os correios podem ser administrados pela iniciativa privada", disse Koizumi discursando na capital japonesa, de acordo com a agência de notícias Reuters. Segundo o correspondente da BBC em Tóquio, Chris Hogg, a ênfase dada pelo primeiro-ministro ao seu programa de reformas dificultou os esforços da oposição em convencer o eleitorado que outros assuntos, como a presença do Japão no Iraque, também são importantes. O PLD está no poder há 50 anos praticamente sem interrupção. Koizumi tomou posse em 2001. Antes da convocação das eleições, o partido tinha 249 das 480 cadeiras da câmara baixa. O partido de coalizão governista Novo Komeito somava 34 assentos, e o Partido Democrata do Japão (PDJ), de oposição, contava com 175. |
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