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Ataques dos EUA a Tal Afar fazem parte de grande ofensiva, diz Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades do Iraque anunciaram que o ataque lançado desde a sexta-feira a Tal Afar, por tropas iraquianas e americanas, faz parte de uma grande ofensiva pela retomada do controle da cidade. O ministro da Defesa do país, Saadun Al-Dulaimi, disse que 140 insurgentes foram mortos e quase 200 foram presos nestes dois últimos dias. A ofensiva foi autorizada pelo primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari. Tal Afar fica cerca de 400 km a noroeste de Bagdá, próximo à fronteira com a Síria, e está sob o controle de insurgentes desde 2003. Na manhã deste sábado, as tropas invadiram a cidade, destruindo muros e casas com veículos armados, e abrindo fogo contra supostos insurgentes. Os Estados Unidos acreditam que a cidade serve de base para combatentes estrangeiros, em sua maioria árabe, que entram no Iraque pela fronteira síria. Autoridades iraquianas dizem que os insurgentes estão tentando isolar Tal Afar do resto do Iraque e do processo político pelo qual o país está passando. Falluja O correspondente da BBC em Bagdá, Jonathan Charles, disse que esta é a maior operação contra rebeldes iraquianos desde a tomada de Falluja, no ano passado. A ofensiva em Tal Afar já era esperada, e as autoridades haviam pedido para que os 200 mil moradores deixassem a cidade. Há informações de que 80% da população, em sua maioria sunitas, já a abandonaram. Os militares americanos haviam expulsado os insurgentes de Tal Afar há um ano, mas acredita-se que eles retornaram assim que as tropas se retiraram. Um porta-voz das forças dos Estados Unidos no Iraque afirmou que desta vez uma presença militar suficiente será mantida no local para evitar que a situação se repita. O ministro Al-Dulaimi disse ainda que os militares iraquianos estão se preparando para lançar ofensivas semelhantes em quatro outras cidades do norte e do oeste do país. Ele deu alertou os insurgentes em Ramadi, Samarra, Rawa e Qaim de que "eles não terão mais onde se esconder". |
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