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Atualizado às: 05 de setembro, 2005 - 08h15 GMT (05h15 Brasília)
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Pelo menos nove morrem em tiroteios em Nova Orleans
Policial vigia área de Bywater, em Nova Orleans, contra saqueadores
Policial vigia área de Bywater, em Nova Orleans, contra saqueadores
Pelo menos nove pessoas foram mortas neste domingo em dois incidentes separados nas ruas de Nova Orleans, uma das cidades americanas mais atingidas pela passagem do furacão Katrina.

Em um tiroteio entre a polícia e um grupo armado, a polícia teria baleado ao menos oito pessoas, das quais pelo menos cinco morreram. Três teriam ficado feridas.

A troca de tiros teria começado quando um grupo de 14 técnicos do Exército, sob escolta policial, foi atacado por um grupo armado. Nenhum dos militares, que estariam a caminho de um canal que precisava de reparos, foi ferido.

De acordo com o subchefe da polícia da cidade, W.J. Riley, o tiroteio aconteceu quando o grupo cruzava a ponte Danziger, entre o Lago Pontchartrain e o Rio Mississipi.

Em um outro incidente, a polícia disse ter matado quatro saqueadores que teriam atirado contra os policiais.

Drogas

Anteriormente, o promotor americano Jum Letten havia dito que a polícia em Nova Orleans estava disposta a matar os responsáveis pelo que chamou de crimes horrendos na cidade após a destruição provocada pelo furacão.

Letten disse que os criminosos armados que corriam soltos pela cidade estariam ligados ao tráfico de drogas.

Em um episódio isolado, um helicóptero que não estaria participando das operações de resgate da população de Nova Orleans caiu com dois civis dentro.

Eles teriam apenas sofrido ferimentos leves.

Resgate

Após o término da operação de evacuação das partes devastadas da cidade, equipes de resgate procuravam por sobreviventes casa a casa.

Até agora, 59 corpos de vítimas foram resgatados, mas o prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, diz que provavelmente os mortos seriam milhares.

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Michael Chertoff, alertou para as cenas chocantes que devem ser reveladas pelas equipes de resgate dos corpos.

Segundo um correspondente da BBC, a maioria das pessoas que desejavam sair da cidade já o fizeram, mas alguns permaneciam determinados a ficar na cidade.

Chertoff disse que não era razoável que as pessoas desafiassem a ordem para sair da cidade e que suas presenças poderiam prejudicar as operações de recuperação.

Alguns dos moradores retirados puderam retornar rapidamente às suas casas no oeste da cidade no domingo para buscar seus pertences.

A distribuição de eletricidade também foi restabelecida em algumas áreas da cidade.

Onda de saques

Nos dias que se seguiram ao furacão, a cidade sulista enfrentou uma onda de saques, além de relatos de estupros e assassinatos.

Em visita à Lousiana, o Estado mais atingido pelo furacão, o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, disse que a recuperação do Estado pode levar anos.

Os Estados Unidos já enviaram à União Européia (UE) e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) uma lista com as necessidades mais urgentes das equipes que realizam as operações de emergência no sul do país.

Entre os artigos relacionados estão cobertores, estojos de primeiros socorros, caminhões-pipa e alimentos.

O comissário para o Meio Ambiente da UE, Stavros Dimas, afirmou que a União vai fornecer toda a assistência possível. A Otan também disse estar pronta a ajudar os Estados Unidos.

Ajuda

Vários países da Europa já tinham se comprometido independentemente a socorrer os Estados Unidos, e países que integram a Agência Internacional de Energia também se prontificaram a liberar reservas de petróleo.

O Kuwait chegou a oferecer US$ 500 milhões em derivados do petróleo.

Ainda neste domingo, o secretário americano para a Saúde e Serviços Humanos, Michael Leavitt, afirmou que o número de vítimas do Katrina pode chegar aos milhares.

Foi a primeira admissão oficial, por parte de uma autoridade federal americana, de que o número de mortos pode ser tão alto.

Por outro lado, o secretário Chertoff defendeu em uma série de entrevistas a reação do governo americano, cuja lentidão vem sendo muito criticada, à tragédia.

Segundo o representante do governo, as dimensões do furacão e das enchentes superaram todas as expectativas.

"Elas excederam as previsões dos responsáveis pelo planejamento (da reação ao furacão) e talvez até mesmo de qualquer um", disse Chertoff.

66Furacão Katrina
Leia mais sobre os estragos nos EUA e o resgate das vítimas.
66Em vídeo
Sobreviventes se desesperam em Nova Orleans.
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