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Depois de 5 dias, vítimas de Katrina recebem socorro | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cindo dias depois de o furacão Katrina ter atingido a região do Golfo do México, nos Estados Unidos, socorro começou a chegar para aliviar a situação de dezenas de milhares de pessoas em Nova Orleans. Comboios militares carregados de alimentos, água e medicamentos chegaram à cidade na sexta-feira. Soldados distribuíram garrafas de água e rações aos cerca de 2 mil refugiados no Centro de Convenções. O presidente de Cuba, Fidel Castro, ofereceu ajuda às áreas afetadas pelo furacão, dizendo que seu país pode enviar 1 mil médicos e toneladas de medicamentos. Segundo ele, o desastre nos Estados Unidos vai além das diferenças políticas entre Cuba e Washington. Frustração O correspondente da BBC em Louisiana, Adam Brookes, disse que a chegada dos caminhões com socorro não acabou com a raiva e a frustração em Nova Orleans. Segundo ele, se o número de vítimas começar a subir, Bush pode ser obrigado a explicar o que muitos vêem como um enorme fracasso do sistema de resposta de emergência dos Estados Unidos. Pelo menos um dos hospitais de Nova Orleans foi evacuado de forma eficiente, mas milhares de pessoas, a maioria das áreas mais pobres habitadas por negros na cidade, ainda estavam isoladas. A capital do Estado de Louisiana, Baton Rouge, continua a ser o centro das operações de socorro. Suprimentos também começaram a chegar no Estado de Mississippi, onde dezenas de milhares de pessoas estão desabrigadas. 'Não esquecerei' Bush, que visitou as áreas devastadas pelo furacão na sexta-feira, disse que não vai esquecer o que viu. "Eu vou voar daqui em um minuto, mas eu quero que você saiba que eu não vou esquecer o que vi. Eu entendo que a devastação exige mais de um dia de atenção", disse Bush. O presidente fez esse pronunciamento em Nova Orleans, a cidade que mais sofreu com as tempestades levadas pelo furacão e último ponto de um giro do presidente pelas áreas afetadas. "Eu acredito que a grande cidade de Nova Orleans vai se levantar novamente e ser uma Nova Orleans melhor", disse o presidente, que brincou que às vezes se divertia "demais" nas suas viagens à cidade quando mais jovem. Trabalhos de resgate Bush também citou os esforços de resgate, dizendo que as evacuações por terra e ar de Nova Orleans estavam em curso e as barragens da cidade estavam sendo reconstruídas. Localizada abaixo do nível do mar, a cidade – que não foi diretamente atingida pelo Katrina – continuou a ser inundada mesmo depois das chuvas porque o sistema de comportas falhou, deixando entrar a água dos lagos que cercam Nova Orleans. Bush disse ainda que o governo está prestando atenção a todas as vítimas, inclusive aquelas de áreas remotas. A visita do presidente americano a Louisiana, Alabama e Mississippi ocorreu em meio a críticas de que o presidente estaria respondendo de forma lenta e inadequada à tragédia. Os ataques partem principalmente dos próprios desabrigados, que se sentem abandonados, e das autoridades das áreas afetadas. No início da viagem pelas áreas devastadas, em Mobile, Alabama, o Bush disse que o trabalho do governo federal tem adiante é "imenso", mas será feito. "Temos uma responsabilidade de salvar vidas e este é o primeiro objetivo agora. Cada vida é preciosa e vamos passar muito tempo salvando vidas, seja em Nova Orleans ou na costa do Mississipi. Temos a responsabilidade de limpar tudo", disse Bush em Mobile. |
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