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Prefeito de Nova Orleans divulga 'SOS desesperado' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, divulgou nesta quinta-feira o que ele descreveu como um SOS desesperado para as milhares de pessoas que estão refugiadas no centro de convenções da cidade. Em uma declaração lida pelo prefeito na televisão americana, Nagin disse que o centro não é seguro e não tem mais condições sanitárias. O prefeito afirmou que os suprimentos do governo para ajudar as mais de 15 mil pessoas abrigadas no centro estão se esgotando. As operações de resgate das vítimas do furacão Katrina em Nova Orleans estão sendo prejudicadas, pois forças de segurança foram desviadas para lidar com o aumento nos saques e na violência na cidade. Em Nova Orleans há relatos de tiroteios, seqüestros e roubos em toda a cidade, cuja evacuação total já foi determinada pelas autoridades. Há informações de que grupos armados invadiram hotéis na cidade, e que as pessoas estão invadindo lojas, casas, hospitais e prédios de escritórios. Segundo a agência de notícias Associated Press, um grupo usou uma empilhadeira para invadir uma farmácia. A mesma agência diz que a situação na cidade está caminhando para a anarquia. Mais soldados Também nesta quinta-feira, o presidente americano George W. Bush prometeu o envio de um total de mais de 20 mil soldados da Guarda Nacional para ajudar nas operações de resgate e segurança na cidade de Nova Orleans, devastada pelo furacão Katrina. Em uma entrevista transmitida pela TV, Bush se referiu aos saques e crimes que estão ocorrendo em Nova Orleans e afirmou que haverá "tolerância zero" para todos que violarem a lei. Ele também prometeu mais ajuda à região afetada, com mais alimentos, água potável, barcos e helicópteros. O secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Michael Chertoff, anunciou que o número de forças de segurança em Nova Orleans vai quadruplicar nos próximos dias. "Ocorreram incidentes isolados de criminalidade e todos vimos imagens de saques. (...) Neste momento, além das forças de segurança da cidade, temos 2,8 mil integrantes da Guarda Nacional em Nova Orleans. 1,4 mil policiais militares adicionais da Guarda Nacional chegarão a cada dia, 1,4 mil hoje, 1,4 mil amanhã e 1,4 mil depois." Lei marcial O chefe da força-tarefa militar estabelecida para lidar com o desastre, o general Russel Honore, disse que ninguém poderia prever a escala dos danos causados pelo furacão Katrina. Mas acrescentou que há soldados o bastante além de outros funcionários, na área, para lidar com a situação. "Este foi o pior cenário possível. Nós temos forças e capacidade, que ficará mais forte a cada dia. Não há mais nada que possamos fazer a não ser continuar a trabalhar e perceber que ainda há muitas pessoas que precisam de ajuda. E nosso trabalho é tentar levar esta ajuda a elas", disse. O presidente Bush, que sobrevoou a área afetada na quarta-feira e vai visitar a região na sexta-feira, reconheceu que há "frustração" com o ritmo das operações de recuperação. Bush pediu paciência durante o que está sendo chamada e maior operação de ajuda já executada nos Estados Unidos. |
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