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Mais de 20 países, incluindo Brasil, oferecem ajuda | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 20 países, incluindo o Brasil, ofeceram ajuda humanitária aos Estados Unidos para enfrentar as conseqüências do furacão Katrina, uma das piores catástrofes naturais da história do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem a Bush, oferecendo solidariedade e assistência na recuperação da área afetada – os estados de Louisiana, Alabama e Mississipi. "Saiba presidente Bush que nós brasileiros estamos prontos a participar, em tudo que estiver ao nosso alcance, dos esforços internacionais de prestação de ajuda aos que foram afetados pela tragédia", diz a nota divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério das Relações Exteriores. Além do Brasil, pelo menos 22 governos, colocaram-se à disposição do governo americano. A lista inclui tradicionais aliados, como Alemanha e Israel, países pobres, como República Dominicana e Honduras, e até a Venezuela, que mantém relações conflituosas com o governo Bush. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ofereceu ajuda humanitária, profissionais de serviços de resgate e petróleo barato. Chávez fez a oferta um dia depois de ter chamado Bush de "rei das férias" e criticado a resposta da Casa Branca à tragédia. Outro adversário do governo americano, o presidente de Cuba, Fidel Castro, liderou um minuto de silêncio no Parlamento em homenagem às vítimas. Tradição de doar Acostumados a doar recursos em casos de catástrofes em outros países, o governo americano inicialmente sugeriu que não esperava ajuda estrangeira. "Eu não estou esperando muito de nações estrangeiras porque nós não pedimos isso. Eu espero, sim, muita solidariedade e talvez algumas vão mandar doações em dinheiro. Mas este país vai se levantar e cuidar de si mesmo", afirmou Bush à rede de TV americana ABC. O Congresso americano deverá votar um pedido de Bush para liberar US$ 10 bilhões em verbas especiais para financiar operações de emergência. Mais tarde, no entanto, o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que qualquer ajuda seria bem-vinda. "Qualquer coisa que possa ajudar a aliviar a situação trágica da área afetada pelo furacão Katrina será aceita", disse o porta-voz. A ONU, a Otan (aliança militar liderada pelos Estados Unidos) e a OEA (Organização dos Estados Americanas), entre outras entidades, também se prontificaram a participar dos esforços de resgate. Segundo a agência de notícias Associated Press, a lista de países e organizações que haviam oferecido até esta quinta-feira à tarde é composta de Rússia, Japão, Canadá, França, Honduras, Alemanha, Venezuela, Jamaica, Austrália, Grã-Bretanha, Holanda, Suíça, Grécia, Hungria, Colômbia, República Dominicana, El Salvador, México, China, Coréia do Sul, Israel, Emirados Árabes Unidos, Otan, ONU e OEA. |
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