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Atualizado às: 05 de setembro, 2005 - 04h48 GMT (01h48 Brasília)
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Tiroteio com a polícia mata pelo menos 5 em Nova Orleans
Polícia de Nova Orleans
A polícia de Nova Orleans teria enfrentado um grupo armado
Um tiroteio entre a polícia e um grupo armado neste domingo deixou pelo menos cinco mortos e três feridos nas ruas de Nova Orleans, uma das cidades americanas mais atingidas pela passagem do furacão Katrina.

A troca de tiros teria começado quando um grupo de 14 técnicos do Exército, sob escolta policial, foi atacado por um grupo armado.

Na confusão que se seguiu, a polícia teria baleado pelo menos oito pessoas, das quais pelo menos cinco morreram.

Nenhum dos militares, que estariam a caminho de um canal que precisava de reparos, foi ferido.

De acordo com o subchefe da polícia da cidade, W. J. Riley, o tiroteio aconteceu quando o grupo cruzava a ponte Danziger, entre o lago Pontchartrain e o rio Mississipi.

Helicóptero

Em um episódio isolado, um helicóptero que não estaria participando das operações de resgate da população de Nova Orleans caiu com dois civis dentro.

Eles teriam apenas sofrido ferimentos leves.

Segundo as autoridades americanas, a enorme operação de retirada da população das áreas mais destruídas pelo furacão em Nova Orleans foi praticamente concluída no domingo.

De acordo com um correspondente da BBC no local, aqueles que permanecem na cidade, o fazem por decisão própria,

Antes dos episódios violentos do domingo, o secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Michael Chertoff, anunciara a restauração da segurança na cidade.

Onda de saques

Nos dias que se seguiram ao furacão, a cidade sulista enfrentou uma onda de saques, além de relatos de estupros e assassinatos.

Em visita à Lousiana, o mais atingido pelo furacão, o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, disse que a recuperação do Estado pode levar anos.

Os Estados Unidos já enviaram à União Européia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) uma lista com as necessidades mais urgentes das equipes que realizam as operações de emergência no sul do país.

Entre os artigos relacionados estão cobertores, estojos de primeiros socorros, caminhões-pipa e alimentos.

O comissário para o Meio Ambiente da UE, Stavros Dimas, afirmou que a União vai fornecer toda a assistência possível. A Otan também disse estar pronta a ajudar os EUA.

Ajuda

Vários países da Europa já tinham se comprometido independentemente a socorrer os Estados Unidos, e países que integram a Agência Internacional de Energia também se prontificaram a liberar reservas de petróleo.

O Kuwait chegou a oferecer US$ 500 milhões em derivados do petróleo.

Ainda neste domingo, o secretário americano para a Saúde e Serviços Humanos, Michael Leavitt, afirmou que o número de vítimas do Katrina pode chegar aos milhares.

Foi a primeira admissão oficial de que o número de mortos pode ser tão alto.

Por outro lado, o secretário Chertoff defendeu em uma série de entrevistas a reação do governo americano, cuja lentidão vem sendo muito criticada, à tragédia.

Segundo o representante do governo, as dimensões do furacão e das enchentes superaram todas as expectativas.

"Elas excederam as previsões dos planejadores e talvez até mesmo de qualquer um", disse Chertoff.

Corpos

O secretário também alertou para as cenas chocantes que devem ser reveladas pelas equipes de resgate dos corpos.

"Vai ser a cena mais feia que você pode imaginar", disse Chertoff ao canal de TV Fox News.

Durante todo o domingo, milhares de sobreviventes do furacão foram retirados da região sul dos Estados Unido.

A operação foi classificada pelos americanos de "o maior resgate aéreo da história do país".

Cerca de 40 aeronaves estão voando sem parar para transportar milhares de pessoas que ainda estavam presas em Nova Orleans, a cidade mais afetada.

No sábado, mais de 10 mil pessoas foram retiradas da cidade.

66Furacão Katrina
Leia mais sobre os estragos nos EUA e o resgate das vítimas.
66Em vídeo
Sobreviventes se desesperam em Nova Orleans.
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