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'Bush será culpado se acontecer algo comigo', diz Chávez | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que o presidente americano George W. Bush será culpado no caso de "alguma coisa" acontecer com ele. "Se alguma coisa acontecer comigo, o responsável será George W. Bush. Ele seria o assassino", afirmou Chávez, que já acusou várias vezes o governo americano de conspirar para derrubá-lo do poder. O líder venezuelano fez a declaração em meio a uma polêmica criada pelo teleevangélico Pat Robertson, que defendeu que ele fosse assassinado por agentes secretos americanos durante um programa de TV. O Departamento de Defesa procurou se distanciar dos comentários de Robertson, classificando-os de "inapropriados". Chávez, no entanto, disse que Robertson fala pela "elite que governa os Estados Undos". Pedido de desculpas O evangélico chegou a dizer que era melhor matar Chávez do que lançar uma guerra para derrubá-lo, mas se desculpou dias depois, dizendo reconhecer que "não é certo" defender o assassinato. Ainda nesta sexta-feira, o reverendo Ted Haggard, presidente da Associação Nacional dos Evangélicos dos Estados Unidos, disse que está tentando obter um encontro com Chávez para deixar claro que a entidade não concorda com Robertson. Haggard disse que quer se assegurar de que os missionários evangélicos americanos poderão trabalhar em segurança na Venezuela. O governo venezuelano suspendeu as licenças de missionários estrangeiros no país. A polêmica começou na segunda-feira, quando Robertson disse no programa The 700 Club que seria preferível matar Chávez a lançar uma guerra de US$ 200 bilhões para derrubá-lo, em referência ao que foi feito no Iraque. A declaração de Robertson levou o governo americano a dizer que não tinha intenção de matar Chávez. O teleevangélico que já foi candidato à Presidência fez o pedido de desculpas por meio do seu site na internet. "Ditador fora de controle" Em um período de tensas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, o secretário de Defesa Donald Rumsfeld fez questão de deixar claro que assassinar Chávez não faz parte dos planos americanos. "O nosso departamento não faz esse tipo de coisa. É contra a lei", afirmou Rumsfeld, na terça-feira. Apesar do pedido de desculpas, Robertson se refere a Chávez na nota publicada no seu site como "um ditador fora de controle", que tem uma causa comum com "terroristas", está supostamente buscando obter tecnologia nuclear do Irã e "pretende financiar a derrubada violenta de governos eleitos democraticamente na América do Sul, começando pela vizinha Colômbia". Conhecido partidário de Bush, Robertson já havia causado polêmica com ataques a gays, muçulmanos e outros grupos. |
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