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Atualizado às: 25 de agosto, 2005 - 04h17 GMT (01h17 Brasília)
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Teleenvagélico se desculpa por pregar assassinato de Chávez
Pat Robertson
Robertson causou polêmica ao dizer que agentes secretos deveriam matar Chávez
O apresentador de programas de TV evangélicos Pat Robertson pediu desculpas nesta quarta-feira por defender publicamente o assassinato do presidente venezuelano, Hugo Chávez, por agentes secretos americanos.

A declaração de Robertson, feita no programa The 700 Club de segunda-feira, levou o governo americano a dizer que não tinha intenção de matar Chávez.

"Nós temos a habilidade de tirá-lo do poder, e eu acho que chegou a hora de fazer uso dessa habilidade", disse Robertson, argumentando que seria melhor matar Chávez do que lançar uma guerra de US$ 200 bilhões para derrubá-lo, em referência ao que foi feito no Iraque.

O teleevangélico que já foi candidato à Presidência fez o pedido de desculpas por meio do seu site na internet, apenas horas depois de dizer que havia sido mal-interpretado.

"É certo defender assassinato? Não, e eu peço desculpas por essa declaração. Eu falei em frustração (de que os Estados Unidos e a comunidade mundial estão ignorando esta ameaça)", diz a nota.

"Ditador fora de controle"

Em um período de tensas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, o secretário de Defesa Donald Rumsfeld fez questão de deixar claro que assassinar Chávez não faz parte dos planos americanos.

"O nosso departamento não faz esse tipo de coisa. É contra a lei", afirmou Rumsfeld, na terça-feira.

Segundo a agência de notícias Associated Press, o governo venezuelano – que chamou os comentários de Robertson de "ato criminoso" – disse ter recebido mensagens de americanos condenando a atitude do apresentador.

Apesar do pedido de desculpas, Robertson se refere a Chávez na nota publicada no seu site como "um ditador fora de controle", que tem uma causa comum com "terroristas", está supostamente buscando obter tecnologia nuclear do Irã e "pretende financiar a derrubada violenta de governos eleitos democraticamente na América do Sul, começando pela vizinha Colômbia".

O evangélico também repetiu o argumento de que seria preferível atacar Chávez a atacar a Venezuela inteira, no que ele coloca como um contraponto com o que aconteceu no Iraque.

"Eu disse antes de a guerra do Iraque começar que o caminho mais sábio seria lançar uma guerra contra Saddam Hussein, não contra todo o Iraque."

Conhecido partidário de Bush, Robertson já havia causado polêmica com ataques a gays, muçulmanos e outros grupos.

Chávez acusou no passado os Estados Unidos de conspirarem para derrubar seu governo e até de possivelmente apoiarem uma tentativa de assassinato contra ele. Em resposta, autoridades americanas afirmaram que as acusações de Chávez eram ridículas.

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